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Pequenos rios já somam oito banhistas mortos, bem mais que no mar

A falta de vigilância nos locais com praias fluviais dá uma noção errada do número de mortos da época balnear. Só o início da época balnear já está marcado por oito mortes por afogamento nas águas dos pequenos rios e lagos do país. O mar e os grandes rios nacionais, por seu lado, apontam para duas mortes, garante o comandante Nuno Leitão, porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), ao Jornal de Notícias.

Os acidentes nos ribeiros do interior acontecem mais em zonas não vigiadas e fora da área de jurisdição. O número de mortes por afogamentos foi, até agora, quatro vezes maior em locais não vigiados. Nuno Leitão, garante que “a vigilância das praias fluviais continua aquém do desejável”, mostrando que é necessário um levantamento dos acidentes mortais para se perceberem as necessidades.

Nuno Leitão fala ainda numa “falsa sensação de segurança” mal interpretada pelos banhistas e revela que, no balanço das férias, não são contabilizados os mortos em zonas fora da jurisdição marítima.

Ricardo Vaz Alves, major da GNR, garante que o problema das praias fluviais é a desvalorização do risco. “Muitas zonas de água balnear não são praias de banhos e os utentes acham que ter água de qualidade basta para ser um local seguro”, conclui o responsável.

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