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Pessoas deslocadas, sete feridos, uma vítima mortal e preparam-se evacuações devido ao incêndio de Oleiros

O Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Centro Sul (CADIS), Luís Belo Costa, disse hoje ao final da tarde que há três aldeias que têm “estado sob observação muito apertada da GNR e do Serviço Municipal de Protecção Civil” devido ao incêndio que lavra desde ontem em Oleiros. São elas Vale da Lousa, Vale da Cuba e Pedintal, todas no concelho de Oleiros. “O risco é efectivo mas, com a concentração de meios projectado para a defesa destas aldeias, o risco é menor”. O responsável acrescentou que “algumas pessoas” foram retiradas “mas em segurança”. E há registo de sete feridos e uma vítima mortal.

O responsável afirmou que se trata de “uma zona fortemente habitada”, onde “proliferam muitas pequenas aldeias, que constituem um factor de preocupação acrescido e de dispersão de meios”, sublinhando que algumas pessoas têm sido deslocadas “por uma questão de segurança”. Desde o início do fogo naquela localidade, foram registados sete feridos: cinco em estado ligeiro (um civil e quatro bombeiros), dois em estado grave (bombeiros), uma vítima mortal (bombeiro) e três pessoas assistidas no local. Estão empenhados no combate ao incêndio 854 operacionais, apoiados por 264 viaturas e 14 meios aéreos. “É um empenhamento musculado e ainda estamos à espera de mais três grupos de reforço, que serão mais 100 operacionais”.

Luís Belo Costa começou a conferência de imprensa, porém, explicando que a estratégia que estava delineada para este domingo, para aquele incêndio, acabou por falhar. O comandante indicou que havia uma janela de oportunidade de quatro horas sem vento “para estabelecer um esforço de combate em todo o flanco esquerdo do incêndio”, mas acabou por não resultar.

“Quatro horas é pouco tempo”, disse, explicando que a táctica teve sucesso apenas num dos sectores da frente de incêndio. “Não resultou naquilo que é o flanco esquerdo, num só sector”, disse, anunciando que “todo o resto do perímetro do incêndio acabou por ceder”. Significa isto que “o sector alfa, mais a norte do incêndio, virado a Oleiros, está dominado. O sector bravo, aquele que nos escapou, mais virado a Castelo Branco, ainda está activo”. Luís Belo Costa referiu, ainda, que “a frente mais virada a Proença-a-Nova está dominada e o sector entre Beirão e Figueiredo, mais virado para o lado da Sertã, tem três reactivações”.

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