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À Boleia Autor: André Duarte Feiteira

Política Real vs Política Virtual: as possíveis escolhas para a CPS do PSD de OHP. Autor: André Duarte Feiteira

Como é do conhecimento da maioria de vós, no próximo sábado, dia 14 de Maio, será realizada a eleição para os novos órgãos sociais da Comissão Política do Partido Social Democrata de Oliveira do Hospital. Esta eleição, de elevada importância para o futuro Concelhio, confere aos militantes Sociais-democratas a possibilidade de optarem pela “equipa” que acreditam que vai elevar as bandeiras da Social-democracia até às Autárquicas. Pelo que pude ler na imprensa local, irão a sufrágio duas candidaturas, uma real e outra virtual!

Ao ler a notícia avançada pela Rádio Boa Nova -“Atual liderança do PSD trabalha em lista de consensos”, 6 de Maio de 2016 – e, meditando sobre as declarações do ex-presidente da CPS, Nuno Vilafanha, não tenho dúvidas, dia 14 de Maio, a lista encabeçada pelo Vereador João Brito irá naturalmente ganhar as eleições.

Nuno Vilafanha, nestas declarações hilariantes, afirma que “não é permitida a exclusão de ninguém”. Vindo de quem vem, é uma autêntica pérola! Senhor Nuno, por acaso recorda-se do motivo que levou a que houvesse uma enorme mobilização de militantes à sede do partido em dia de reunião distrital? Recorda-se do tempo dividido entre reuniões e entrevistas, que aguardou qualquer aspirante a militante até se tornar militante? Ou quer que lhe avive a memória com aqueles que durante o seu mandato de dois anos nunca conseguiram ser militantes? Não acha que sabendo de tudo isto é pura hipocrisia referir que “não é permitida a exclusão de ninguém”? Não acha que sendo o Vereador João Brito proponente de muitos desses aspirantes a militantes, mas que nunca se tornaram militantes, é grotesco vir afirmar que “não é permitida a exclusão de ninguém”, é mesmo anedótico.

Nuno Vilafanha também acusa João Brito de não estar a ser democrático, acusa-o de se enquadrar no conjunto daqueles que “olham para interesses pessoais, em vez de olharem para o bem do país”. Em primeiro lugar, senhor Nuno Vilafanha, estamos na vida real e não se está a candidatar a Primeiro-Ministro, sejamos comedidos, quanto muito interesse do Concelho, agora do país é um pouco exagerado…  Em segundo lugar, questiono: senhor Nuno Vilafanha, a aceitação de novos militantes não lhe parece ser do mais democrático que há? São eles que democraticamente o elegem…Ou ai o conceito de democracia já não interessa?

Por sua vez, o candidato João Brito, afirma que “a actual Comissão Política não faz rigorosamente nada, é uma estrutura que não existiu (…) é por isso ridículo que elementos da actual Comissão Política avancem com uma candidatura para continuarem um trabalho inexistente”. Aqui também não concordo a cem por cento com as palavras do senhor Vereador e acrescento: uma estrutura que apesar de não existir não deixou que existisse.

Para finalizar, queria informar que teria o maior prazer em poder participar democraticamente nestas eleições e poder exercer o meu voto, contudo, e devido a “não ser permitido a exclusão de ninguém” e ao facto de os “outros” serem antidemocráticos, vou apenas ter um papel “consultivo”. Coisas da dita democracia…

Posto isto, penso que qualquer militante de um partido democrático como é o PSD, sabe exactamente o que tem que fazer quando, no dia do juízo final, no dia em que o povo através do seu voto é soberano na sua decisão, nesse dia, o mundo é real e para o bem do PSD que seja o último dia virtual.

À Boleia Autor: André Duarte FeiteiraAutor: André Duarte Feiteira

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