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O presidente da Câmara considera que a questão do estacionamento é “uma falácia” e também um problema de “mentalidades e de cultura” dos oliveirenses.

Presidente da Câmara desvaloriza problemas de estacionamento

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“Queremos vir com o carrinho e enfiá-lo dentro da repartição”, argumenta Mário Alves que já anunciou o arranque do novo parque de estacionamento subterrâneo com 74 lugares.

O silo automóvel que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) se prepara para construir na praça dos Combatentes da Primeira Grande Guerra, no âmbito do projecto de requalificação do largo Ribeiro do Amaral, deverá entrar em obra no próximo mês de Abril.

Aquele parque de estacionamento subterrâneo compreende a criação de 74 lugares e, segundo revelou o presidente da CMOH em Assembleia Municipal, dia 29 de Fevereiro, “cada lugar custa cerca de 10 mil euros”.

Quem afirmou não se rever naquele projecto – recentemente adjudicado a um consórcio que integra duas empresas de Oliveira do Hospital, por um montante de 2.286.359,35 euros – foi o deputado municipal do PS, Carlos Mendes, que questionou Mário Alves sobre a viabilidade da construção de um silo automóvel numa zona onde porventura até irá existir “uma diminuição dos lugares de estacionamento” em relação aos que já existem.

Mendes advertiu ainda o executivo camarário para a necessidade de se “criarem as condições necessárias” por forma a causar o mínimo de transtorno aos comerciantes com lojas instaladas naquela zona da cidade.

Argumentando que o projecto “esteve em discussão pública” e, durante esse período foram recolhidas algumas sugestões, Mário Alves aproveitou para desdramatizar o problema do estacionamento na cidade de Oliveira do Hospital, salientando que se trata de “uma falácia”.

O autarca do PSD sublinhou que Oliveira do Hospital tem, por exemplo, vários espaços de estacionamento na zona por detrás do mercado municipal e poucos são os carros que “vemos lá parados”. Para Alves, a questão do estacionamento é aliás  “um problema de mentalidades e de cultura” dos oliveirenses porque – conforme frisou – numa altura em que tanto se fala “dos problemas do coração”, “queremos vir com o carrinho e enfiá-lo dentro da repartição”.

Como os bons exemplos devem partir de cima, o chefe do executivo oliveirense deu inclusivamente um exemplo que, em sua óptica, deveria ser seguido pelos oliveirenses. “Eu se tiver que ir pôr o meu carro, que dizem que herdei do meu pai, lá em baixo ao pé do centro de saúde, também vou e venho a pé para a Câmara”, ironizou Mário Alves.

Henrique Barreto

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