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Presidente da Câmara faz balanço dos primeiros 365 dias de mandato

Esta foi uma das principais frases com que o presidente da câmara de Oliveira do Hospital iniciou o seu discurso, numa conferência de imprensa, realizada na quinta-feira, com o objetivo de fazer um balanço dos primeiros 365 dias do executivo camarário.

José Carlos Alexandrino, que tomou posse no dia 2 de novembro de 2009, começou por sublinhar a “visibilidade” que o município tem tido nos meios de comunicação social, através da realização de alguns eventos e – nessa área – deu especial enfoque ao “assinalável sucesso” da primeira edição da EXPOH.

Frisando ter assumido, desde o início do seu mandato, que as pessoas são a “prioridade” do seu executivo, o autarca eleito pelo PS destacou algum do trabalho que tem vindo a ser realizado na área social – como a criação do banco de recursos sociais e o apoio a famílias carenciadas, por exemplo -, e abordou de seguida o que considerou ser uma “segunda prioridade”.

Trata-se – conforme referiu – da “focalização de esforços no desenvolvimento da economia e no combate ao desemprego”.

Como casos concretos, Alexandrino deu o exemplo da adjudicação, recentemente efetuada, da obra de ampliação da zona industrial de Oliveira do Hospital. “Este ato foi o culminar de um ano de trabalho intenso… esteve encalhado mais de uma década e nós conseguimos, em menos de um ano, torná-lo uma realidade”, referiu, sem deixar de observar que estão em causa dez novos lotes “que permitirão a instalação de empresas e a criação de novos postos de trabalho”.

Em matéria de desenvolvimento empresarial, o presidente da câmara disse ainda estar esperançado que o Polo Industrial da Cordinha tenha “um novo ciclo”, em consequência dos dois novos lotes que foram atribuídos “com vista à instalação das primeiras empresas”. “É o contraste entre quem muito anunciava e não o conseguiu fazer e quem efetivamente fez. Esta é a diferença”, salientou.

HBC: “Estou convencido que este esforço não foi em vão”.

Menos frutos parece estar a dar, por enquanto, o trabalho que o presidente da câmara desenvolveu com sindicatos e diversas entidades governamentais com vista à reabertura da empresa de confeções HBC.

“Estou convencido que este esforço não foi em vão”, disse Alexandrino aos jornalistas, manifestando-se com “esperança” no relançamento da HBC e, também, da Fabriconfex.

Alegando que o “segredo é a alma do negócio”, Alexandrino não quis no entanto entrar em grandes detalhes sobre os factos que têm vindo a impedir a reentrada em funcionamento daquela fábrica, mas admitiu que “têm surgido dificuldades que não têm sido ao nível dos departamentos de estado”.

Numa linguagem desportiva, o chefe do executivo camarário comparou mesmo o processo HBC a um jogo de futebol. “Ganha-se ao fim dos 90 minutos”, observou.

Relativamente à política definida para as 21 juntas de freguesia (JF), Alexandrino disse que o seu executivo lhes deu mais protagonismo, aumentando-lhes as receitas de um valor de sensivelmente 120 mil euros para 500 mil euros.

“Tratou-se de um projeto de responsabilização conjunta, que permite hoje que as JF dependam menos das câmara e do seu presidente”, argumentou o presidente da câmara, alegando que “a isto chama-se valorizar o trabalho dos autarcas e dar-lhes autonomia”. Para Alexandrino, que para o próximo ano está a pensar em aumentar a verba para 600 mil euros, a medida “tem trazido reconhecimento por parte da JF, mesmo das que não são da nossa área política”.

“Não havia projectos para obras estruturantes”

Argumentando que este primeiro ano “serviu, sobretudo, para fazer um planeamento de obras para o mandato, o sucessor de Mário Alves na liderança do executivo salientou que uma das principais dificuldades com que se deparou “é que não havia projetos para obras consideradas estruturantes… ou então – advertiu – os que havia estavam sobredimensionados”.

O autarca que, pela segunda vez após o 25 de abril, conquistou a presidência da câmara para o PS, deu o exemplo do projeto da central de camionagem, cuja estimativa de investimento ascendia a três milhões de euros.

Atualmente, Alexandrino disse estar a fazer um novo projeto, que integra também a remodelação do mercado municipal, e cujo custo deverá situar-se próximo dos 700 mil euros. É uma obra que o o principal inquilino dos Paços do Concelho quer inaugurar até ao final do mandato.

“Se isto não é trabalho, não sei o que é trabalho”.

Enumerando alguns dos projetos em curso – como, por exemplo, o do novo estaleiro municipal e de requalificações urbanísticas em sedes de freguesia – e outros que já estão prontos e até adjudicados, o presidente da câmara anunciou que “todas as obras lançadas pela câmara a curto prazo têm um investimento de dez milhões de euros, com uma comparticipação do QREN de 7185.000,00 euros”. “Se isto não é trabalho, não sei o que é trabalho”, argumentou.

Já sobre a polémica do pacote de acessibilidades – a concessão Serra da Estrela, onde se incluiam a conclusão do IC 6 e o lançamento dos IC 7 e IC 37 – que o governo primeiro anunciou e depois suspendeu, Alexandrino disse tratar-se de “uma luta com muitas batalhas, que tem sido atrasada pelas dificuldades do país”. “Mas não vou deixar de lutar “, prometeu o edil, que aproveitou para desafiar os partidos da oposição a unirem-se em torno daquele “desígnio” porque – segundo declarou – “há partidos que defendem que não se façam mais estradas no país”.

Alexandrino critica “leitura” da líder do PSD sobre “outdoor” de campanha sobre o IC6

Sobre este assunto, o líder do executivo do PS deixou ainda uma crítica à presidente da concelhia do PSD, que na última festa do partido nas Caldas de S. Paulo afirmou que “afinal, com eles (PS) o IC 6 não é uma realidade”.

“Quem faz estes comentários demonstra que lê de cor e que faz política a partir dos comentários que são escritos nos fóruns online”, afirmou Alexandrino dirigindo-se a Sandra Fidalgo.

Exibindo aos jornalistas uma fotografia dos seus “outdoors” de campanha eleitoral, o autarca mostrou que a frase que constava naquele meio de campanha era “connosco, o IC 6 é uma prioridade”. “Agora há por aí gente que parece não saber ler e diz que estava lá escrito “O IC6 é uma realidade”, disse.

Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico

Consulte aqui, na íntegra, a intervenção do presidente da CMOH

Em próximos blocos informativos, o correiodabeiraserra.com noticiará ainda outros temas que o presidente da câmara abordou nesta conferência de imprensa sobre o balanço do seu primeiro ano de mandato.

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