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Presidente da Câmara promete contar “a verdadeira história” da Caixa de Crédito Agrícola

 

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital elogiou ontem, na assembleia-geral da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM), as “Contas do Conselho de Administração” relativas ao exercício de 2009, e que se traduziram num resultado líquido de sensivelmente 445 mil euros.

“Quero congratular-me com estes resultados, até porque também fiz parte dos órgãos sociais da caixa”, afirmou José Carlos Alexandrino, que pediu a suspensão do mandato naquela instituição – para apresentar a sua candidatura à Câmara de Oliveira do Hospital – em 30 de Junho de 2009.

Salientando que os resultados “são bons, especialmente num período de contra-ciclo que há na banca”, Alexandrino, que quando exerceu funções no conselho de administração com Carlos Mendes e Carlos Oliveira sempre foi tido como uma espécie de fiel da balança, elogiou o trabalho dos funcionários da CCAM na obtenção daqueles resultados, mas deixou um recado aos protagonistas da polémica que se instalou naquela entidade bancária após a sua saída. “Não me orgulho de outras coisas que se passaram a posteriori”, frisou.

Lamentando o “clima de conflitualidade” que se criou na CCAM, o autarca que governa a Câmara de Oliveira do Hospital criticou também o facto de alegadamente o quererem envolver na polémica – “durante a campanha eleitoral, todos sabiam qual era a minha posição”, sublinhou –, e falou em “mentiras que se disseram” que rotulou como “uma vergonha”.

Visivelmente irritado com a forma como os trabalhos estavam a decorrer – “parece que esta direcção só começou a fazer disparates, desde que entrou em ruptura”, sentenciou –, Alexandrino deixou no ar a ideia de que um dia ainda vai contar a “história verdadeira” da caixa de crédito local. “Não é hoje o dia para ajustarmos essas contas… há-de haver uma história verdadeira para ser contada nesta sala”, garantiu.

“O crédito agrícola nacional mete nojo”

Sempre muito interveniente, o secretário da mesa da assembleia-geral, Rui Monteiro, respondeu à intervenção do presidente da Câmara, sustentando que “o clima de conflitualidade” que Alexandrino disse existir “, deveria ter terminado no dia 26 de Fevereiro (dia das eleições), independentemente da lista que ganhasse”.

Monteiro acabou ainda por revelar um desabafo que manteve à porta da CCAM com o presidente da Câmara, na noite das eleições, e em que – segundo o próprio afirmou –, terá mostrado a José Carlos Alexandrino a sua satisfação por sair dos órgãos sociais da caixa de crédito, por considerar que “o Crédito Agrícola nacional mete nojo”.

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