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Presidente da Câmara solidariza-se com presidente e vice-presidente demissionários da ESTGOH

“Estou solidário com os engenheiros Jorge Almeida e Mateus Mendes, e até percebo as razões que os levaram a esta tomada de posição”, afirmou há instantes o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em reação à demissão ontem apresentada pelo presidente e vice-presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), alegando discordância com o trilho definido pelo IPC para a escola oliveirense, ao pretender transformá-la numa escola de Saúde.

“Tal como a direção da Escola, a Câmara Municipal também defende a continuidade da ESTGOH como escola autónoma do IPC, acautelando a melhoria e a diversificação da oferta formativa”, clarifica também José Carlos Alexandrino que, apesar de não se querer pronunciar sobre a vida interna da ESTGOH, não se consegue alhear do conjunto de episódios que, no último ano, marcou negativamente a escola superior de Oliveira do Hospital.

O autarca que chegou a ‘declarar guerra’ ao presidente do IPC quando no verão passado, este último colocou em causa a continuidade da ESTGOH em Oliveira do Hospital, assegura não desarmar e continuar a sua luta “independentemente dos rostos que estejam à frente da Escola”.

“É importante reiterar que queremos uma Escola Superior implementada na região”, adianta Alexandrino que, em período de crise económica, reconhece a importância que a escola tem junto de famílias que “têm mais dificuldades em enviar os seus filhos para as grandes cidades, onde o custo de vida é mais elevado”.

Ainda que admita o paradoxo, o autarca oliveirense considera que a crise económica “pode constituir uma boa oportunidade para a ESTGOH captar alunos para os seus cursos no próximo ano letivo”.

Apesar de não ter nas mãos o poder para pôr e dispor sobre aquilo que vai ser o futuro da escola na cidade, Alexandrino assegura cumprir o seu papel de autarca e de “ reivindicar a permanência do ensino superior no concelho”.

A par da luta, José Carlos Alexandrino garante também estar disponível para colaborar com “qualquer equipa que assuma a liderança da escola”.

O presidente da Câmara Municipal foi uma das vozes fortes, à defesa, no processo que fez balançar a estabilidade que a ESTGOH tinha conquistado no concelho e região. A redução do número de alunos nas licenciaturas da ESTGOH sempre foi motivo de preocupação para José Carlos Alexandrino que chegou a recear que tal facto pudesse vir a conduzir ao fim da escola na cidade, pelo que também, desde cedo, se mostrou recetivo à reformulação da sua oferta formativa.

Primando sempre por uma postura contra os “inimigos” e os que tentam “matar” o ensino superior no concelho, José Carlos Alexandrino encetou conversações com a tutela, ao ponto de no início do mês ter mesmo chegado a considerar que se tinha alcançado um “ponto de equilíbrio” e que, agora, era preciso “bom senso” no tratamento das questões afetas à ESTGOH.

Foi exatamente esta mensagem que transmitiu a um grupo de alunos que, na última semana, se dirigiu aos trabalhos do executivo a manifestar-se contra a substituição dos atuais cursos por outros da área da Saúde. Conselhos que, acabaram por não ser seguidos pelos próprios responsáveis da ESTGOH que, insatisfeitos com o caminho desenhado pelo IPC, bateram com a porta.

Este diário digital tentou, mas até ao momento ainda não conseguiu obter uma reação do presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Rui Antunes, relativamente à demissão em bloco ocorrida na ESTGOH

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