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Presidente da CM da Guarda diz que actual modelo de gestão do Parque Natural da Serra da Estrela faliu e exige um novo

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, espera que no âmbito do Programa de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela surja um novo modelo de gestão daquela área protegida. “Nós exigimos que este plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) entre em funcionamento no mais curto espaço de tempo, porque só dessa forma é possível fazer face a muitas e muitas necessidades de que o nosso território precisa”, disse hoje o autarca da Guarda.

Sérgio Costa (movimento Pela Guarda – PG) falava no período de antes da Ordem do Dia da Assembleia Municipal (AM), onde o assunto do incêndio que atingiu o PNSE em Agosto foi abordado pelos presidentes das Juntas de Freguesia de Famalicão da Serra, Valhelhas e Videmonte, entre outros.

“E este plano de revitalização que nós [autarcas] ambicionamos, que nós exigimos, e que já está plasmado nas decisões governamentais (…), é, precisamente, para fazermos das nossas fraquezas as nossas forças. Em todo o sentido, a começar pela revitalização da floresta, da agricultura, da pecuária”, disse. Acrescentou que os autarcas da área do PNSE defendem muito a sua revitalização, “para que haja ocupação no território”, porque “os dogmas, os tabus”, daquela área protegida, “arderam todos”.

“E, por isso, é que nós defendemos, os autarcas da região, que exista um novo modelo de gestão do PNSE. Este modelo [o actual] esgotou, faliu. Foi um modelo feito à moda dos grandes centros urbanos, como a Arrábida, por exemplo. Já todas as entidades chegaram a essa conclusão. E neste plano de revitalização tudo isso vai ter de ser discutido, vai ter de ser analisado”, afirmou.

O autarca da Guarda disse desejar um novo modelo de gestão para o PNSE, no qual os autarcas, que têm assento na Comissão de Cogestão, “tenham uma palavra a dizer”. Com o novo modelo, Sérgio Costa admitiu esperar que “haja outros mecanismos financeiros para reabilitar” a serra da Estrela, as linhas de água, a rede viária e o turismo.

“Pela primeira vez, que eu me lembre, os autarcas do PNSE estão em uníssono, absolutamente interligados, irmanados, de braço dado, para lutar pelo seu PNSE. Os seis. E vejam só, são de forças políticas completamente distintas, mas quando nós reunimos não há forças políticas, há o interesse maior que é o interesse do PNSE, é o interesse da nossa terra”, vincou.

Em relação à investigação do que se passou com o combate ao incêndio, o responsável revelou esperar que, por parte da comissão independente, sejam investigadas todas as causas e o porquê “de terem acontecido as coisas, bem ou mal”. “E que não sejamos ludibriados por uma qualquer comissão de académicos e [que], depois, no final, que a montanha, permitam-me a expressão, ‘venha a parir um rato’. Nós sabemos bem aquilo que foi acontecendo mal. E fomos ouvindo relatos da Covilhã e de Manteigas”, alertou, sublinhando que espera que a comissão independente ouça os municípios e as Juntas de Freguesia “para se perceber aquilo que não correu bem ou que correu bem”.

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