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Presidente da CM Oliveira do Hospital quer taxas sobre grandes fortunas e contribuição dos empresários no combate à crise da COVID-19

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital considera que um dos ingredientes para ajudar a superar a crise que se vive com a pandemia da COVID-19 passa taxar mais as grandes fortunas e empresários. Depois de ligar ontem para um debate da Antena 1 sobre o tema “O que deve ser feito para ajudaras famílias desesperadas por falta de rendimentos”, José Carlos Alexandrino não teve dúvidas em afirmar que os mais ricos e empresários têm de ser chamadas a contribuir para ajudar a “alavancar o país”.

“Quero deixar aqui um ponto que até pode ser polémico. As grandes fortunas nesta fase de solidariedade deviam também ser taxadas um bocadinho mais”, começou por dizer o autarca, adiantando que, neste aspecto, também não se deve entrar em exageros. “Não se pode taxar muito porque os empresários conseguiram aquilo que têm com muito trabalho e eu sou a favor dos empresários. Mas deve existir uma taxa. Será mais uma colaboração solidária para alavancar o país”, sublinhou, frisando que estamos “no início de uma miséria que se vai fazer sentir por meses”.

O autarca falou ainda de Oliveira do Hospital e reconheceu que o concelho praticamente não tinha desemprego e, em pouco mais de dois meses, já tem gente inscrita à procura de trabalho. “O desemprego será brutal e muita gente será atirada para a miséria”, conta. “Em Oliveira do Hospital já temos gente que precisa de apoio alimentar, isto num concelho com 21 mil habitantes e com uma taxa desemprego que era de 2,5 por cento. Não é aceitável num concelho do século XXI ter gente com fome. Nós não deixaremos ninguém para trás”, frisou.

Como formas de minorar a crise, o autarca diz que o Governo tem de criar incentivos, aumentar o endividamento do país para dar respostas aos jovens que acabam os seus cursos. O autarca lembrou que na crise anterior os jovens ainda podiam tentar a sua sorte noutro país, mas neste momento o problema é mundial. “Não há por onde sair”, diz. José Carlos Alexandrino assegura ainda que a crise não se supera só com os municípios e Governos. “Mas com o país inteiro a contribuir e com os empresários”, enfatizou ao concluir.

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