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Presidente da Junta de Avô acusou candidato socialista à CM de Oliveira do Hospital de “infâmia” e “ataque inqualificável”

O presidente da junta de freguesia de Avô acusou hoje o vereador Francisco Rolo da CM de Oliveira do Hospital e futuro candidato à presidência da autarquia pelo PS de “infâmia” e “ataque inqualificável” quando o responsável pelos pelouros do ambiente e turismo acusou aquele autarca de “declarações infelizes” e de “prejudicar objectivamente a oferta turística de Avô e das praias”, quando pediu mais atenção por parte do município para recuperar a Bandeira Azul que aquela localidade acaba de perder. José Carlos, que falava numa conferência de imprensa, salientou que se limitou a defender os interesses da junta para a qual foi eleito e que nunca disse que não havia condições para uma excelente época balnear, mas sim que era importante também ter aquele símbolo e pedia mais atenção à Câmara Municipal.

Considerou ainda que o vereador responsável por pelouros ligados directamente àquela área, em vez de enveredar por “um passa-culpas sem fundamento e sem sentido, o que se impunha ao responsável municipal era que cuidasse de identificar a proveniência e as razões para os parâmetros que impediram a qualificação da água balnear como excelente”.  Revelou ainda que Francisco Rolo já tinha conhecimento que aquela praia iria perder a bandeira desde Janeiro e que a Junta apenas soube, através de uma técnica da autarquia, em Abril.

“É uma infâmia que não podemos permitir e o Sr.  Vice-Presidente deve-nos esse pedido de desculpas”, referiu José Carlos sobre o autarca que tem a seu cargo os pelouros do ambiente e turismo.  “Os primeiros interessados em valorizar este espaço maravilhoso e único em que nos encontramos e em afirmar as suas potencialidades turísticas somos nós, freguesia, e isso temos feito sempre, apesar da escassez de meios para o fazermos”, continuou aquele que é um dos poucos autarcas eleitos pelo PSD no concelho.

José Carlos manifestou ainda a sua surpresa pelas declarações de Francisco Rolo, o qual fez referência a investimentos de 400 mil euros nos últimos três anos, na manutenção e valorização daquela zona balnear.  “Só pode tratar-se de um lapso, porque a Junta de Freguesia e as populações não testemunharam neste período quaisquer investimentos dessa grandeza, mas apenas duas intervenções recentes, em 2018, em 2019 e 2020 que não foram além de 65 mil euros”, acusou, aquele que deve ser o candidato da aliança do PSD/CDS-PP àquela junta, que teve ao seu lado, Francisco Rodrigues, o candidato a presidente da Câmara por aquela aliança.

José Carlos enfatizou que ao apelar à Câmara Municipal mais atenção para se recuperar um galardão importante estava apenas a fazer aquilo para que foi eleito “que é defender a Junta de Freguesia de Avô, com todas as” suas “forças”. “Acabo de ser alvo de um ataque inqualificável por parte do Sr. Vereador do Ambiente e do Turismo da Câmara Municipal e já anunciado candidato do PS à Câmara Municipal, a propósito da perda da distinção como Bandeira Azul da Praia Fluvial de Avô”, continuou, acusando que a Câmara Municipal que foi “tão expedita na reivindicação  própria dos méritos, quando o galardão foi atribuído, também  agora, que a distinção foi perdida, devia focar-se na procura de  soluções, em vez de procurar um bode expiatório e, para isso,  eleger como alvo o seu adversário político na freguesia de Avô”.

O autarca considera que existe uma tentativa de aproveitamento político desta situação. “Tanto mais que as razões pelas quais o galardão é retirado, resultam da má qualidade da água detectada no âmbito das análises efectuadas que, como se sabe, não são responsabilidade da Junta de Freguesia. Essa é uma matéria da exclusiva responsabilidade da Câmara Municipal que, ou tem poder de intervenção, ou não tem e, neste caso, deve exigir intervenção a quem tenha esse poder. Mas nunca à Junta de Freguesia”, acusou.

José Carlos considera que a junta deve ser tratada como um parceiro, “que sempre foi e quer continuar a ser, na busca de soluções para os problemas das suas localidades e populações, em vez de ser chamada a conflitos que nunca quis e para os quais não está disponível”.  “Aliás, foi nesse espírito que a Junta de Freguesia fez chegar à Câmara Municipal um ofício, solicitando a intervenção desta na realização de algumas melhorias na Ilha do Picoto, dada a proximidade à época balnear.  E foi só nesse dia da entrega desse pedido, em 19 de Abril, que recebemos, através de uma técnica e não oficialmente, a informação quanto à perda do galardão Bandeira Azul, a qual já era do conhecimento da Câmara Municipal desde 12 de Janeiro”, acusou.

“Lamentamos que o debate político para as próximas eleições autárquicas se inicie com este nível, quando todos os partidos do espectro democrático têm responsabilidades acrescidas no combate aos extremismos e à intolerância democrática.  É por isso, e para que se reponha a verdade, na sua essência, que insisto em lembrar as palavras que eu proferi sobre este assunto e que foram, simplesmente: ‘Espero que a CM de Oliveira do Hospital tome as medidas necessárias para que no próximo ano a praia volte a ter a Bandeira Azul, naquela que já foi a praia mais acessível do país’”.

O presidente da Junta da Vila de Avô insistiu que de um autarca diligente e atento aos problemas da sua freguesia espera-se exactamente que reivindique junto das entidades responsáveis a tomada das medidas adequadas a cada situação. “Foi simplesmente o que fiz, sem quaisquer referências à qualidade da água e sem pretender atingir quem quer que fosse.  E também disse que a ‘responsabilidade é dos serviços camarários que deveriam ter outra atenção’, retirando ao assunto a politização grosseira que agora o Sr. Vice-Presidente da Câmara lhe quer atribuir, por razões meramente eleitoralistas e reveladoras do desconforto que o assunto lhe causa”, rematou.

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