Presidente da Liga de Melhoramentos de Aldeia de Nogueira apresentou queixa no Ministério Público contra José Carlos Alexandrino

O presidente da Liga de Melhoramentos de Aldeia de Nogueira apresentou hoje queixa no Ministério Público contra o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que ontem em reunião de executivo insinuou que António José Cardoso tentou provar a realização evento “Aldeia 1950” recorrendo à falsificação de um recibo relativo a um donativo no valor de cem euros que aquela instituição recebeu da Junta de Freguesia de Nogueira do Cravo. Esta é a segunda queixa que aquele dirigente apresenta nos últimos dias contra o executivo municipal. O autarca, por seu lado, ameaçou igualmente apresentar queixa junto das instâncias competentes sobre este caso dos recibos.

José Carlos Alexandrino apresentou ontem o recibo original e a cópia. No recibo original no campo “referente” lê-se simplesmente donativo. Na cópia, que foi publicada no Correio da Beira Serra, ilustrando uma entrevista a António José Cardoso, além de donativo foi acrescentado: “para a II edição Aldeia 1950”. “Faz-se uma notícia com a falsificação do recibo original. Vejam o que serve para a política. Mas a verdade tarde ou cedo vem ao de cima, tal como o azeite”, referiu ontem José Carlos Alexandrino.

O CBS tentou falar com António José Cardoso que declinou prestar declarações, alegando que o caso se encontra em segredo de justiça. Mas ao que foi possível apurar aquele dirigente terá passado o recibo como lhe foi pedido pela Junta e depois terá acrescentado na cópia do recibo o destino da verba que recebeu da autarquia para controlo interno. “De uma forma geral é um procedimento mais ou menos corrente nas colectividades e empresas para questões de gestão interna colocar anotações”, referiu um técnico oficial de contas, segundo o qual o que não pode ser alterado é a data, número do recibo, montante, entidade beneficiária, motivo e valor.

A polémica surgiu depois do município ter aprovado e posteriormente revogado um subsídio de 500 Euros, alegando que o evento “Aldeia 1950”, que terá decorrido em Abril, não se tinha realizado, tendo sido concretizado apenas um outro na mesma data que dá pelo nome de XIX Matança do Porco. A autarquia justificou a sua decisão pelo facto de nos cartazes distribuídos pela Liga de Melhoramentos, não existir referência ao evento “Aldeia 1950”, mas apenas à iniciativa de matança do porco, acção que não é subsidiada pelo município. Curiosamente, no Boletim Municipal, editado em Julho e da responsabilidade da Câmara Municipal, a autarquia refere ter atribuído os 500 euros ao evento. Um facto que segundo o presidente da autarquia se ficou a dever “a um lapso”.

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