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Presidente do IPG diz que “juras” dos políticos de dar prioridade ao Interior estão “mortas” e dá exemplos de projectos já cancelados

O presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Joaquim Brigas, refere num artigo de opinião publicado no Expresso, que bastaram passar três anos sobre os incêndios de Pedrógão e de Outubro de 2017 “para que as juras sobre a prioridade que iria ser dada ao desenvolvimento do Interior jazam mortas e arrefeçam, esquecidas por todos os políticos”. No texto intitulado “A morte da prioridade ao Interior”, Brigas lembra que o IPG sofreu na pele este abandono com promessas, seguida de cancelamentos, frisando que “o principal responsável por esta traição aos portugueses é o Governo”, mas também Marcelo Rebelo de Sousa e os partidos da oposição.

“Mas tão culpado como ele é o Presidente da República, que rasurou dos seus discursos uma causa pela qual a tantos braços se entregou, tanta selfie tirou, tantos mergulhos deu em praias fluviais. É culpado – culpadíssimo! – o Parlamento, no qual está sentada meia centena de deputados eleitos por estes territórios e que, nestes três anos, nunca recuperaram o tema para agenda política. São por isso culpados todos os partidos da oposição”, escreve, referindo que “esta indignidade.. teve a sua mais fiel tradução na ‘Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030” de António Costa Silva”.

Joaquim Brigas aponta depois dois exemplos concretos daquilo que apelida “de traições” ao Instituto Politécnico da Guarda – IPG. “O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tinha acordado colocar no Politécnico da Guarda a sua base de dados de segurança, medida que recebeu luz verde da agência europeia que inspecciona os grandes sistemas de informação da União Europeia. No entanto, o Ministério da Administração Interna vetou essa decisão e irá concentrar os data center das polícias num único espaço, em Contumil, nos arredores do Porto, tendo ordenado há uma semana a transferência para lá, com ‘caráter urgente’, do serviço que deveria ficar na Guarda”, sublinha, acrescentando que “Juntamente com o data center, irão para o Porto todas as ações de formação que o Instituto Politécnico da Guarda iria dar aos técnicos e inspetores do SEF, bem como a ciência que iria ser produzida nesta cidade do Interior nas áreas da engenharia relacionadas com bases de dados. Haverá maior traição ao ‘espírito de 2017’?”, questiona.

De seguida relata outro exemplo: “o Instituto Politécnico da Guarda tem alargado e renovado a sua oferta formativa, tendo como principal constrangimento à vinda de alunos para a cidade a falta de residências estudantis. Há um ano e meio o Governo prometeu que a pousada do Instituto Português do Desporto e Juventude na cidade, há muito encerrada, iria passar para a alçada do IPG e – para além de recuperar a sua função hoteleira inicial – passaria a funcionar também como residência estudantil. Pois bem, há um mês o IPG foi informado pela Fundiestamo (organismo que gere imobiliário do Estado) que ‘com o atual Regulamento de Gestão do Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, a operação não é viável’, há que aguardar pelas alterações a implementar… Resultado: o IPG tem novos cursos, únicos na Região Centro, mas não pode ter alunos porque estes não têm onde ficar!”, frisa para concluir que: “No Interior nada é fácil. Mas, com ‘ajuda’ destas, o difícil torna-se impossível.

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