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Professor de Góis condenado a quatro anos de prisão, com pena suspensa, por coagir sexualmente menor

Um professor de natação e educação física na Câmara Municipal de Góis foi hoje condenado a quatro anos de prisão, com pena suspensa, por coagir sexualmente uma jovem de 16 anos, amiga da sua filha. Os factos [ler mais] remontam a 8 de Março de 2019, quando o homem abordou a vítima nas escadas do prédio  onde ambos moravam em Coimbra.

Para além de uma pena de prisão de quatro anos, suspensa na sua execução por um período de cinco anos, o arguido foi também proibido de exercer qualquer tipo de funções, públicas ou privadas, que impliquem o contacto regular com menores durante seis anos, afirmou a presidente do coletivo de juízes, Ana Gordinho.

O Tribunal de Coimbra deu como provados todos os factos constantes da acusação, salientando que as declarações da vítima mereceram “muito mais credibilidade”, num julgamento em que o arguido referiu que era tudo mentira. “As declarações [da vítima] foram muito espontâneas. Mesmo quando começaram a tentar demonstrar que poderia haver alguma insinuação ou atitude provocatória é muito fácil ver o desespero de alguém que é vítima e é confrontada com essas acusações”, salientou a juíza, considerando as declarações da jovem “objetivas e coerentes”, ao contrário do arguido que “entrou em contradição”.

A juíza notou que o arguido apenas assumiu que falou com a jovem sobre o Benfica nos espaços comuns do prédio mas que nunca entrou na casa da vítima e alegou que teria cortado relações com a mesma. “Cortava relações com a ofendida, mas ficou com o seu número de telefone? É contraditório”, notou Ana Gordinho.

A juíza apontou ainda para a prova de ADN, tendo sido identificado ADN do arguido na mama da vítima, o que é apenas compatível com a versão da ofendida. “Disseram que se não fosse a prova de ADN que não estávamos aqui. Eu acho que também estaríamos aqui na mesma e você seria condenado na mesma. Mas a prova de ADN é irrefutável”, frisou.

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