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Projeto “bioRefina-Ter” quer transformar Oliveira do Hospital num município energeticamente autosustentável

Transformar Oliveira do Hospital num concelho energeticamente autosustentável – por via das energias renováveis – é o grande objetivo do projeto “bioREFINA-Ter”, que ontem foi apresentado pelo presidente da comissão instaladora da Plataforma de Desenvolvimento da Região do Interior e Beiras (PDRIC), Paulo Serra e Silva.

Assente na inovação e com os olhos postos na investigação e no desenvolvimento sustentável, o projeto pretende “alavancar a atividade económica” da região, e é o resultado de um trabalho de investigação científica que se debruçou sobre as “linhas estratégicas de desenvolvimento do concelho”.

Tendo conseguido já o envolvimento de 17 entidades ligadas ao mundo científico, numa parceria que junta algumas das mais prestigiadas universidades portuguesas e duas universidades espanholas (Madrid e Bilbao) –, o “bioRefina- Ter” tem também a participação de três importantes parceiros empresarias: A Sonae indústria, Galp Energia e o grupo espanhol Aurantia.

Na apresentação do projeto, Paulo Serra e Silva explicou que o “bioREFINA-Ter”, para além de uma área laboratorial, vai ter uma incubadora de empresas para apoio a projetos inovadores e, ainda, um centro de apoio tecnológico. O centro nevrálgico das operações vai ficar sedeado num pavilhão da zona industrial alugado pela câmara municipal.

O plano de ação está também muito focalizado no chamado “objetivo 2020”, já que – se as coisas correrem como previsto –, Oliveira do Hospital passará a ter uma Biorefinaria de 2ª geração que transformará resíduos de vários setores de atividade – principalmente os da floresta – em biocombustível.

O que se pretende é alcançar a “autosuficiência sustentável energética” de Oliveira do Hospital, incluindo a produção de biocombustível para transportes. Relativamente à matéria prima para a produção de energia verde, Serra e Silva garante que a região – especialmente a fileira florestal – tem essa oferta, e disse que o projeto também contempla a transformação de outro tipo de resíduos, como por exemplo os que advêm das queijarias, da vinha, e dos lagares de azeite.

Com um orçamento para os próximos dois anos de 4 milhões e 200 mil euros – vão ser distribuídos em fatias iguais ao nível dos recursos humanos e da aquisição de equipamentos –, Serra e Silva, numa análise Swot, não deixou no entanto de identificar algumas ameaças, como, por exemplo, a “debilidade económica do país”; o “handicap proveniente da má experiência ligada às centrais de biomassa” e, ainda, “a dificuldade em financiar um projeto deste calibre”.

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