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PS de Oliveira do Hospital ameaça Cristina Oliveira com ação judicial

Extremaram-se as posições políticas em Oliveira do Hospital. A Comissão Política Concelhia do PS anunciou, ontem, a intenção de recorrer à via judicial e apresentar queixa junto da Comissão Nacional de Eleições, caso a candidata de “parte do PSD” não peça desculpa ao executivo municipal que acusou de usar viaturas da autarquia para transportar munícipes para os comícios socialistas.

“A senhora candidata vai obrigatoriamente ter que responder a estes disparates que proferiu num ato público. Ou prova o que levianamente disse, ou pede desculpas públicas aos responsáveis da Câmara ou vai ter que arcar com responsabilidades das acusações de má fé que fez”. A afirmação foi proferida ontem pelo presidente do PS de Oliveira do Hospital que não tardou muito em reagir às declarações que a candidata do PSD à autarquia proferiu na festa do PSD, o Pontal das Beiras, avisando que a Comissão Política Concelhia do PS pondera agir “judicialmente” contra a candidata, bem como apresentar queixa junto da Comissão Nacional de Eleições.

José Francisco Rolo falou assim numa conferência de imprensa que convocou com o propósito claro de reagir às afirmações daquela que apelida de “candidata de parte do PSD”, e que entende que foram proferidas “levianamente e de má fé”. Em causa está, sobretudo, a declaração “muito grave” proferida por Cristina Oliveira de que o executivo socialista faz uso indevido das viaturas da autarquia para transportar munícipes para os comícios socialistas. “Apetece perguntar que moral e ética tem a candidata de parte do PSD para fazer estas acusações”, reagiu ontem o líder do PS concelhio, não hesitando em recordar que é sobre Cristina Oliveira que recaem acusações de alegados “saneamentos políticos, atropelos à lei e falta de transparência e deslealdade institucional”. “Há cerca de seis meses, foi acusada pela sua vice-presidente na DREC de omissão de procedimentos e de tomadas de decisão no âmbito administrativo e saneamentos partidários na escolha de presidentes das Comissões Administrativas Provisórias dos mega agrupamentos”, continuou José Francisco Rolo avisando Cristina Oliveira de que “quem quer respeito, deve-se dar ao respeito”. No mesmo processo, o líder dos socialistas oliveirenses, lembra que a candidata do PSD à autarquia “é acusada de má gestão de dinheiros públicos, ao ter alugado uma viatura entre abril e dezembro no valor de 8500 Euros, apesar de a DREC ter duas viaturas à disposição”. “Ao que parece alugou viaturas a amigos ou empresas de amigos”, continuou ainda o socialista que, volvido meio ano desde que o caso foi tornado público, tem a lamentar o silêncio de Cristina Oliveira e o facto de não se conhecer o resultado do inquérito que foi aberto pela Inspeção Geral de Educação. “Esses inquéritos ou não foram concluídos, ou estão escondidos nalguma gaveta”, referiu o dirigente partidário, chegando a considerar que Cristina Oliveira “está sob custódia partidária para que seja candidata à autarquia”.

Um regresso a um passado recente que José Francisco Rolo se viu obrigado a fazer em resposta à “candidata que está aqui para pagar favores político partidários em troca de nomeações para cargos políticos”.
“Não pode vir de Coimbra para Oliveira do Hospital fazer acusações levianas como quem manda umas bocas de má fé”, avisa o socialista que, na análise ao discurso de Cristina Oliveira na tarde do último domingo, tem a registar a falta de “ideias e projetos para resolver problemas de Oliveira do Hospital”. “A candidatura inventada em Coimbra, para vir a votos em Oliveira do Hospital é claramente a candidatura do vazio, do azedume e da hostilidade”, verifica, desafiando a candidatura de “parte do PSD” a ser “séria” e a “explicar” as razões que levaram à extinção de quatro agrupamentos e uma escola secundária e a “assumir as razões que levaram à extinção de cinco freguesias”.
José Francisco Rolo não tem dúvidas de que a candidatura do PSD “anda nervosa e à deriva” e aposta numa “campanha de cinismo”, pelo que chega a ver como “normal a chegada de mais apoiantes do PSD à candidatura do PS”.

Por duas vezes visada no discurso que Cristina Oliveira proferiu para militantes e simpatizantes, a vereadora Graça Silva rejeitou as acusações de que estaria a usar o processo de constituição do mega agrupamento para fins político – partidários. Do mesmo modo, considerou que tal como ela, também Cristina Oliveira, na função de delegada regional de estabelecimentos de ensino, se deveria ter insurgido com a forma como o Ministério da Educação e Ciência geriu a questão do transporte dos alunos do 4º ano em dia de exame nacional.

 

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