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“Quando tinha seis anos já andava com o meu pai a vender nas feiras”

Os candidatos a deputados pelo circulo eleitoral de Coimbra Fernando Tavares Pereira e Sandra Fidalgo, acompanhados pela número dois da lista Fátima Ramos visitaram ontem a Feira de Oliveira do Hospital, com o empresário Fernando Tavares Pereira a ser saudado carinhosamente por parte de muitos feirantes, grande parte deles amigos que o tratavam por tu. “Quando tinha seis anos já andava com o meu pai a vender nas feiras. Esta é gente que conheço e que me conhece”, explicou o também vereador da Câmara Municipal de Tábua, que construiu um grupo empresarial com centenas de colaboradores, e que surge nestas legislativas em quarto lugar na lista, logo com fortes possibilidade de ser eleito directamente. “Não devemos ter vergonha de trabalhar. Vergonha é roubar”, salienta.

O candidato, que reforçou junto dos feirantes ser uma pessoa “que sabe ouvir e defender e que não esquece as suas origens”, vincou, sublinhando que no Parlamento será “uma voz que defende a população dos territórios de baixa densidade”. “Esta é uma gente que tem sido muito mal tratada e quero lutar contra isso. Mais, Rui Rio conhece as dificuldades de quem vive no interior e a necessidade do seu desenvolvimento para o bem global do país”, conta o candidato que chegava a dar o seu contacto pessoal a várias pessoas, demonstrando que a vontade de proximidade que terá com os os eleitores se for eleito “não é mera retórica”. Uma garantia deixada também por Sandra Fidalgo. “É um compromisso que estabelecemos e que vamos cumprir”, explicou a candidata.

“As pessoas merecem respeito por parte de quem está no poder, já que se não forem do partido do poder correm o risco de sofrer represálias. São muitos anos com promessas que nunca chegam a ser cumpridas e esta gente quer um virar de página”, conta Fernando Tavares Pereira. “O interior não pode continuar a servir apenas para captar fundos europeus que depois seguem para o litoral”, frisou, assegurando que gostava de ter um debate com os socialistas “olhos nos olhos”  para lhe explicarem “como permitiram tudo isto ao longo dos anos sem levantar a voz”.

“As promessas quando são feitas devem ser cumpridas, mas há quem não veja as coisas assim e que esquece rapidamente as promessas que fez à população, continuando, sem qualquer pudor, a pedir o voto às pessoas”, conta. Fernando Tavares Pereira mostrou ainda alguma indignação por encontrar elementos de executivos de autarquias socialistas, em particular de Oliveira do Hospital, em horário laboral, a fazer campanha pelo PS. “Gostava de saber se estão de férias, se meteram uma folga, se faltaram ao trabalho… A coisa pública não pode ser tratada desta forma”, atirou.

O estado da saúde, além da situação económica de quem vive das feiras,  foi outra das grandes preocupações manifestadas pelos feirantes e populares. Fernando Tavares Pereira lembrou que este Governo tem tido uma gestão desastrosa também nesta área. E lembrou o caso específico da redução do horário dos enfermeiros. “A redução não está em causa. Provavelmente é uma boa medida, mas o Governo tinha de acautelar a compensação desses horários. Seria preciso contratar mais seis mil enfermeiros, mas o Governo não pensou nisso e estamos todos a sofrer as consequências”, rematou.

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