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Onde está a caleira? Autor: João Paulo Albuquerque

Quem é o próximo a embarcar? Autor: João Paulo Albuquerque

“…houve algumas promessas deste género da mesma pessoa em causa, e que as pessoas não embarcaram. E que as pessoas não embarcaram. Aqui, o Dr. Manuel é que embarcou. O Dr. Manuel embarcou ao mandar fazer as fardas sem ter o dinheiro do lado de cá. Tem toda a razão.”

Foram estas as últimas palavras proferidas por José Carlos Alexandrino, na gravação áudio da notícia da RBN, na passada quinta-feira, dia 02/04/2015, com o título: “Filarmónica Sangianense responsabiliza António Lopes por situação de crise financeira (Com vídeo) ”.

Desvalorizando o ridículo da situação, que é fazer encomendas sem ter dinheiro para pagar a respectiva factura, o mais caricato e quixotesco foi levar esta situação a reunião de Câmara, sob o mote “a culpa é do antigo Presidente da Assembleia Municipal (António Lopes), onde o representante da referida associação e, agora, vereador autárquico disse: “Isto tem funcionado um pouco na base da confiança e da amizade…”… Como se tal fossem os requisitos necessários e suficientes para, em nome de uma associação, se realizarem compras no valor de milhares de euros!

As associações e a autarquia não se podem dar ao luxo de se verem envolvidas nestas situações ambíguas, nem permitir que as reuniões de Câmara se tornem imorais e indecorosas para com terceiros. Estas atitudes menos edificantes, que teimam em persistir, se por um lado mancham o bom nome das instituições, por outro servem para apontar aos oliveirenses o caráter daqueles que governam o concelho, e o que deles podem esperar.

O que é verdade é que aquele que ‘embarcou’ conseguiu com o ‘embarque’ 3000€ imediatos, mais 2000€ num futuro próximo, isto, por parte da autarquia (subentenda-se, dinheiro de todos nós), para além de um outro subsídio que já tinha recebido em anterior ‘embarque’, que, se o ouvido não me engana, cifra em 3870€ – “O Sr. Presidente também já nos ajudou com outro subsídio”- disse o ‘embarcadiço’.

A navegação em maré alta prosseguiu e, posteriormente, passadas as tormentas, o ‘desembarque’ aconteceu em ‘bom porto’, com as águas calmas, e sem que soubesse da reunião de câmara e dos seus desenvolvimentos, António Lopes assumiu que podiam contar com o seu mecenatismo para concretizar o pagamento de 8870€, referente à dívida cometida pela Direcção da Filarmónica, com a encomenda que tinham feito. António Lopes não deixou, no entanto, de realçar que nada tinha prometido, apelando para tal ao avivamento da memória dos presentes, relembrando-os que quem prometeu tinha sido José Carlos Alexandrino, mas com o dinheiro de António Lopes.

A desesperante situação já tinha levado a que, em reunião da direcção da Filarmónica, tivessem mesmo, no primeiro de abril, aprovado um voto de solidariedade a este benemérito, de modo a acentuar o seu comprometimento para com esta situação, que seria embaraçosa para tão idónea e ilustre banda filarmónica, que não devia, porém, ter sido usada como tentativa de denegrir o bom nome de António Lopes. Os atritos que o Presidente da Câmara tem com o 1º Eleito à Assembleia Municipal devem ser tratados sem que o autarca use, em seu favor, as necessidades das associações em receberem os justos subsídios que precisam e merecem.

Feitas as contas, o embarque rendeu a esta associação 17740€. Grande ‘viagem’, valente ‘cruzeiro’. Era bom sabermos quais foram as pessoas que ouviram promessas deste género, por parte de António Lopes, e não ‘embarcaram’. Gostávamos de conhecer aqueles que recusaram um ingresso de quase 18 mil euros. O Sr. Presidente tem a obrigação, depois deste desfecho, apontar essas pessoas, já que as referenciou.

Após mais esta missiva, compreendo porque rematou com a frase “Tem toda a razão.”, referindo-se à actuação do Dr. Manuel, que encaixou o dobro do que necessitava. Contudo, não pode deixar, também, de dar “toda a razão” às associações que agora reclamem junto da CMOH o valor das fardas da Filarmónica Sangianense, 8870€.

Tal como esta Filarmónica, outras associações têm o mesmo direito de ‘embarcar’. Apenas precisam que o Edil lhes dê o bilhete, e lhes mostre o transporte.

Sem que tenha feito qualquer promessa, a autarquia com esta atitude comprometeu-se perante as outras associações do concelho. Esperamos, assim, que o Sr. Presidente cumpra de forma digna e elevada o respectivo pagamento a todas elas, porque, em relação a esta situação e por respeito a todas as associações do concelho, não podem umas ser mais ‘associações’ do que outras, independentemente de quem ‘embarque’ ou não…

Onde está a caleira? Autor: João Paulo AlbuquerqueAutor: João Paulo Albuquerque

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