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“Recandidato-me para dar tudo pelas pessoas” (Com vídeos)

“As pessoas” voltam a estar no topo das prioridades do recandidato pelo PS à Câmara de Oliveira do Hospital. A terminar um mandato autárquico de forte cariz social, José Carlos Alexandrino reassume aquele desígnio numa altura em que se confessa “melhor preparado” por conhecer melhor o seu povo.

“Recandidato-me para dar tudo pelas pessoas”. A afirmação proferida em jeito de explicação pertence ao presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e recandidato pelo PS àquela autarquia que, a meio da tarde de hoje, oficializou a sua entrada na corrida eleitoral do próximo dia 29 de setembro. A falar para uma moldura humana a que já se habituou aquando da campanha eleitoral de 2009 e de cujas eleições saiu vencedor, José Carlos Alexandrino partilhou afetos com militantes, independentes e gente de outras forças partidárias e deixou a garantia de, num momento de dificuldades, não dar por esquecido o povo que nele tem confiado e hoje rumou ao parque merendeiro do Senhor das Almas para o apoiar no novo desafio. “Não posso abandonar o povo de Oliveira do Hospital quando mais precisa”, disse aquele que apesar de candidato pelo PS, se reassume como “homem livre e independente” e não tem dúvidas de que os últimos quatro anos lhe permitiram conhecer “melhor” o seu povo, entendendo por isso estar agora “melhor preparado”. Em causa está uma preocupação com as “pessoas” que caracteriza José Carlos Alexandrino e que o próprio encara como sendo a principal marca da sua governação municipal. O recandidato fala em concreto da “proximidade com os munícipes” que coloca no topo de uma lista de10 marcas e que é logo seguida pela criação de postos de trabalho e dignificação dos presidentes das juntas de freguesia. “Não houve presidentes de junta do PS, PSD ou independentes. Houve presidentes de junta do meu concelho que eram 21”, comentou o rosto da candidatura socialista, notando que no processo de extinção de freguesias, aqueles autarcas “deram uma lição de união”.

A considerar a modernização dos serviços como a quarta marca daquela lista, José Carlos Alexandrino dá também especial destaque à capacidade que o município teve em trazer para Oliveira “tanto dinheiro do QREN”. “Trouxemos mais de 12 milhões e isso dá trabalho”, referiu o rosto da candidatura socialista que, logo após o apoio dado pelo município aos projetos turísticos, destacou a marca de que “a oposição mais gosta: os eventos”. “Dizem que há muitas festas. Querem que o povo fique em casa e triste? Podemos não ter dinheiro, mas pelo menos somos alegres”, comentou José Carlos Alexandrino que, sem deixar de valorizar a “forte solidariedade social do executivo” e a “cooperação” que vem sendo mantida com os municípios da região, deu destaque especial à “transparência e rigor das contas”.

A partir para uma recandidatura de olhos postos nas pessoas, Alexandrino não desvia atenções do necessário desenvolvimento económico. Confiante no sucesso da BLC3, o rosto da candidatura socialista nota a importância de se “modificar as regras”. “Temos que criar terrenos aos empresários e infra estruturas para criarem postos de trabalho”, observou, avisando porém que “o governo terá que construir o IC6 e IC7”. “Houve alguns que fizeram marchas, mas o IC6 não saiu de lá de baixo”, comentou o recandidato pelo PS que não deixou de criticar o “silêncio de alguns sobre o IC6 e IC7” “Façam barulho no que é importante e não em mesquinhices”, sugeriu.

A sentir o apoio dos que a menos de três meses das eleições  fizeram questão de estar ao seu lado na entrada para a nova corrida, José Carlos Alexandrino garantiu não ser “super homem”, reconhecendo que todo o trabalho feito tem a assinatura de uma equipa, na qual o ainda autarca integra os funcionários municipais.
A sair de um “mandato difícil”, alexandrino compromete-se “a fazer mais, melhor e diferente”. Um caminho que conta percorrer com o conforto de uma “maioria absoluta” que tomando por base o crescente apoio ao projeto político que lidera e à cobrança manifestada pela maior parte dos presidentes de Junta eleitos, espera obter nas eleições de 29 de setembro contra o “azedume, a crítica fácil e destrutiva”.

“Trabalhamos com programa e não falsificamos a política”

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJosé Carlos Alexandrino falava assim na apresentação de uma recandidatura que contou com o voto unânime e a confiança do partido socialista. “O PS soube perceber que o concelho está unanimemente com Alexandrino e António Lopes à frente dos principais órgãos municipais de Oliveira do Hospital”, afirmou o presidente da Comissão Política Concelhia do PS, notando que tal confiança é fruto da seriedade com que o projeto de Alexandrino assumiu os destinos municipais. “Nós trabalhamos com programa e não falsificamos a política”, referiu José Francisco Rolo, que disse ser este o momento de os oliveirenses escolherem entre “esta equipa ou a quem vem de Coimbra paga por favores políticos e vem para insultar José Carlos Alexandrino e a equipa que está na Câmara Municipal”. Colocando a ESTGOH no topo das preocupações da candidatura socialista, Rolo não esqueceu os processos em torno das freguesias e dos agrupamentos escolares para avisar que os oliveirenses saberão dar resposta no dia 29 de setembro.

Palavras de confiança na recandidatura de Alexandrino à autarquia oliveirense que foram reiteradas pelo presidente da Federação Distrital do PS, Pedro Coimbra e pelo elemento da direção nacional do partido, João Soares e que o mandatário da candidatura, António Campos destacou em particular por não ter dúvidas nas mudanças que a governação socialista operou no concelho. “Perdemos democracia no país e ganhámos alta democracia no meu concelho”.

Ao lado de Alexandrino na luta eleitoral que se avizinha, António Lopes assume o diálogo como a conquista maior da governação municipal socialista. “Estes quatro anos foi como se diz na gíria um passeio pela avenida”, comentou o ainda presidente da Assembleia Municipal e recandidato àquele órgão autárquico, regozijando-se pelo fim da crispação. “Conseguiu-se respeitar o voto de cada um de vós”, observou António Lopes confessando que um motivo que o levou à recandidatura foi o apoio manifestado por “quase todos os presidentes de junta eleitos pela oposição”. De olhos postos em mais quatro anos à frente da Assembleia Municipal, António Lopes entende ser hora de o atual executivo prestar contas. “Esta é a forma séria de estar na política”, entende o recandidato independente que sob a bandeira do PS promete todo o “empenho”. “Por mais quatro anos espero estar cá para convosco levar o concelho de Oliveira do Hospital para aquele que é o seu caminho e o seu futuro”, afirmou.

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