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Representantes dos professores no Conselho Geral do AEOH contra ao regresso das aulas presenciais na segunda-feira

Os representantes dos professores no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital consideram “imprudente e despropositada” a decisão da direcção AEOH de retomar as aulas presenciais na próxima segunda-feira. Estes elementos solicitam, em comunicado, que as autoridades competentes prolongem o ensino à distância por mais uma ou duas semanas. Justificam esta posição, entre outras razões, com o actual momento de risco de transmissão da COVID-19 que se vive no concelho.

“O concelho de Oliveira do Hospital registava, no dia 15 de janeiro, 1101 casos de covid-19 por 100 mil habitantes e 174 casos de infeções ativas, permanecendo, por isso, no grupo restrito dos concelhos que se encontram no nível de risco ‘extremamente elevado'”, começam por apontar, referindo também que o “Governo não decretou a realização de testes da covid-19 nas escolas”.

Estes elementos consideram também que as “condições estruturais da escola sede (dimensão exígua de muitas salas de aula e da sala de professores, sistema de aquecimento central obsoleto e inepto, janelas deterioradas), o número elevado de alunos por turma, a pluridocência e a existência de disciplinas de opção nos currículos não garantem o distanciamento social recomendado pela DGS, impossibilitam a existência de ‘turmas bolha’, nem tão-pouco permitem condições mínimas de ventilação, conforto e segurança no interior das salas de aula”.

Sublinham que “nestas circunstâncias existem riscos evidentes – aliás, confirmados pela maioria dos técnicos e especialistas de saúde — de aumentarem exponencialmente as cadeias de contágio entre a população do concelho para valores ainda mais dramáticos e incontroláveis”. Dizem ainda que o ambiente generalizado de receio e ansiedade existente nas famílias dos alunos tenderá a agravar-se, condicionando ainda mais o bem-estar de todos e o processo de aprendizagem.

E a terminar solicitam à direção do AEOH e à delegada de saúde do concelho a decisão de prolongarem o ensino à distância por mais uma ou duas semanas, podendo essa resolução ser ponderada e revertida a partir do final da próxima semana, caso o número de doentes contagiados por covid-19 no concelho evidencie uma tendência sustentada para decrescer. Requerem, ainda, que seja ponderada a possibilidade de se estender esta decisão a todos os ciclos de ensino. A missiva é subscrita por  Luísa Correia, Luís Filipe Torga, Nuno Teixeira, Adelaide Rafael, Ana Cláudia Salgado e Rui Pedro Almeida.

 

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