Home - Opinião - «Residência Estudantil» – ser ou não ser é mesmo a questão. Em que o segredo embora «alma do negócio» não deve ser alma de «negociata» … Autor: Carlos Martelo
Carlos Martelo

«Residência Estudantil» – ser ou não ser é mesmo a questão. Em que o segredo embora «alma do negócio» não deve ser alma de «negociata» … Autor: Carlos Martelo

Entretanto, procure responder às perguntas formuladas de seguida.  Se acertar na maioria, tem direito a uma «Medalha de Mérito Municipal», mas a ser atribuída pelos(as) Oliveirenses.  Pode recorrer a ajuda.

I Capítulo

O “Mamarracho” citadino vai acima ou vai “abaxo”?  E sai o “ou não?”

Estamos numa cidade de interior, sede do município respectivo.  Preocupamo-nos com o presente e o futuro desta simpática cidade e continuamos a gostar dela, apesar de tudo e para além da influência de certos homens e certas mulheres que por cá pontificam e usam decidir em nosso nome «coisas» que a todos dizem respeito.  Muitas vezes, abusam disso mesmo!

Atente-se que junto ao coração desta cidade, se exibe um «Mamarracho» de razoável dimensão e que ainda ostenta «velhas» designações (nome «fortemente bíblico») de melhores tempos, em que acolhia uns e onde alguns trabalhavam.  Porém, está agora quase abandonado, o «Mamarracho», e transformado numa espécie de «abcesso dentário» urbano a precisar de ser «extraído».  Os donos não conseguem desenvencilhar-se da «coisa» que, assim, se tem transformado em «dona» dos seus donos.   É sabido que estes bem tentam ver-se livres dela, da «coisa», mas até agora nada, embora porfiem…

Perguntas a espicaçar a sua atenção a estes «fenómenos»:

– Qual é a cidade de que vimos falando? …………………………………………………………………………..

– E qual é a designação do “Mamarracho» desta história? ………………………………………………..

Também dormem, os Estudantes da Escola Superior, também ela «enquistada» na cidade.

Apesar das insuficiências já crónicas – designadamente a falta de edifício próprio – a Escola Superior na cidade tem atraído Estudantes mesmo vindos de longínquas paragens.  A maioria deles precisa de ficar a viver por cá, desde logo precisa de ter onde pernoitar e vai-se arranjando por vezes à custa do sacrifício financeiro dos pais e avós.  Da parte dos habitantes da cidade e outros interessados aluga-se-lhes as «gaiolas» e eles lá se amanham sem queixumes.  Junta-se assim o útil – os senhorios a receber o dinheirito das rendas – ao útil – os Estudantes a terem onde pernoitar ou onde descansar das noites mal dormidas…  E siga!

Pergunta:

– Qual é a Escola Superior evocada?…………………………………………………………………………..

II Capítulo

 A «Residência Estudantil» a instalar na cidade.

 E vamos tentar perceber os movimentos das peças deste jogo de xadrez combinado…

Efetivamente, demos disso nota há menos de um ano, um conhecido «líder» local, inclusive agora com maior alcance de «voo institucional», veio a público falar numa das suas «prioridades» para o município em que nos continuamos a situar.  Referiu então uma «Residência Estudantil» para os Alunos da tal Escola Superior.

Ora, quem não acredita em acasos nestas coisas, logo ficou mais atento ao assunto.   Perscrutou «círculos geralmente bem informados» e foi relacionando tudo, temperando aliás a sua análise com o «saber de experiência feito».  Convém…

Notou então que um(a) dos(as) proprietários(as) do «Mamarracho» em causa, também conhecido(a) pelas suas relevantes lides políticas e partidárias – também foi «líder» na cidade e no município e mesmo no país – de repente saiu desses cargos e não se recandidatou a seguir a 2021.  Porquê?  Não se lhe nota, entretanto, que esteja assim tão envelhecido(a) para não continuar e também não armou públicas desavenças com os seus «camaradas» de partido e de responsabilidades.  Então, porque saiu, porque abandonou de supetão responsabilidades políticas sobretudo na cidade e no município ??… Entretanto, com as últimas eleições, o seu lugar na mesa da assembleia magna do município foi ocupado pelo anunciador informal da prioridade rumo à «Residência Estudantil» …   Portanto, «eu saio…entras tu…» parece ter sido este o passar «cúmplice» do testemunho funcional neste âmbito.  Desta forma, acautela-se até algum tropeção mais em matéria de ética e mesmo de normas das «incompatibilidades» em eventuais «negociações» a envolver o «Mamarracho» e o município, assim tipo «PPP, Parcerias Público-Privadas» de má memória…  E, entendamo-nos, dadas certas circunstâncias, pode-se continuar a «mexer os cordelinhos» certos…

Perguntas:

–  Quais são os nomes próprios do «anunciador informal» da «Residência Estudantil» e o nome de família dos(as) proprietários(as) do «mamarracho»? ……………………………………………………………………………………………………………………………………………..

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Autor: Carlos Martelo

 

Nota: em próximo número do CBS publicaremos novos “Capítulos” desta história em que as verosimilhanças não são meras coincidências.  Entretanto, procure responder e acertar às perguntas…

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