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Ruas acusa Governo de abandonar interior do país e dá como exemplo troço do antigo IP5

O presidente da Câmara de Viseu lamentou hoje o estado em que se encontra o troço do antigo Itinerário Principal (IP) 5 no seu concelho e exortou a administração central a “cuidar das suas estradas”. , Fernando Ruas, que falava aos jornalistas no final da reunião de câmara de hoje, disse mesmo que o troço do antigo IP5 tem “um piso inconcebível, que já não vê pavimentação há anos”. O autarca lamentou ainda a falta de investimento público no interior do país e deu o exemplo do plano ferroviário, onde se falou da Guarda e Évora, mas “não houve uma palavrinha em relação a mais nenhuma das cidades”.

O troço do IP5 é, segundo o autarca, um exemplo do abandono do interior do país. “Estamos a falar de quilómetros extremamente utilizados, sobretudo por transportes pesados, até para fugirem a três pórticos da auto-estrada, mas não me lembro nunca de haver lá qualquer requalificação”, afirmou o autarca, aludindo também ao “estado lastimável das bermas” de várias estradas do país. “Já que não há estradas novas, pelo menos que pavimentem e pintem convenientemente as estradas que temos”.

Fernando Ruas lembrou que a autarquia andou em negociações com vista à municipalização daquele troço de dez quilómetros do antigo IP5, desde a Penoita (no limite do concelho de Viseu) até ao nó da auto-estrada A24, mas que tal não foi possível.

“Havia o interesse, quer de uns, quer de outros, que a estrada pudesse ser municipalizada, no entanto, os valores que a Infra-estruturas de Portugal apresenta à Câmara de Viseu não dão nem para metade da requalificação”, contou o vice-presidente da Câmara de Viseu, João Paulo Gouveia, acrescentando que a autarquia não pode “aceitar um troço que está lastimável”.

No entender de Fernando Ruas, as autarquias devem receber infra-estruturas da administração central, “desde que devidamente repavimentadas e depois um montante por quilómetro para a sua manutenção futura”. “É o que faz sentido, porque é aquilo que, se não houver entrega [aos municípios], o Estado central tem que gastar. Era isso que nós pedíamos”, disse o antigo líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

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