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Rui Fernandes é candidato à liderança da Comissão Política de Secção do PSD

Rui Fernandes está na corrida à presidência da Comissão Política de Secção do PSD. Inconformado com o último resultado eleitoral autárquico, Rui Fernandes diz ser altura de “reerguer o partido”. Uma segunda candidatura poderá vir a ser liderada por Nuno Vilafanha.

A uma semana das eleições para a Comissão Política de Secção do PSD – realizam-se dia 25 de janeiro entre as 16h00 e as 22h00 – Rui Fernandes dá como certa a sua candidatura à presidência daquela estrutura partidária. Ao correiodabeiraserra.com, o jovem oliveirense, de 34 anos, está a trabalhar na formação de uma lista “bastante abrangente” da qual fazem parte “ex presidentes da concelhia e pessoas que integraram listas à Câmara e Juntas de freguesia e outras que, no passado, concorreram pelos independentes e pelo PSD”. Uma lista que, garante, “ainda não está fechada” mas que deverá ser oficialmente apresentada no decorrer da próxima semana e que tem o propósito de “falar mais para as bases e menos para cima”. “É um apelo à militância de base”, entende Rui Fernandes que depois das eleições autárquicas e do impacto que tiveram no PSD local, entende ser “o momento certo” para liderar uma candidatura. “Há alturas em que temos que perceber se estamos para nos servirmos ou para servir o partido, e este é o momento, porque não se avizinham eleições e ninguém tem nada a ganhar”, sublinha Rui Fernandes, notando que “é preciso perceber porque é que somos militantes, porque não é só olhar para as eleições e ver se nos chega uma quantiazinha”.

Rui Fernandes foi apoiante e integrou a Comissão Política de Secção liderada por António Duarte. Acabou, porém, por bater com a porta àquele projeto partidário no pós eleições autárquicas, onde o próprio saiu derrotado no âmbito da candidatura que protagonizou à Junta de Freguesia de Nogueira do Cravo. “Não saí em rutura com ninguém. Saí com a convicção de dever cumprido”, explica o agora candidato ao PSD que, olhando para o resultado eleitoral autárquico se recusa a individualizar responsabilidades . “Quando se perde por 6-1 algo está mal, mas a culpa foi de todos nós e eu estou cá para dar a cara”, continua o jovem oliveirense, certo de que o desafio que agora se lhe coloca é o de “reerguer o partido que tem estado muito mal em eleições”.

Na corrida à liderança do PSD oliveirense, Rui Fernandes não estará contudo sozinho. Um segundo projeto está, por esta altura, a ser preparado pelo social democrata e deputado na Assembleia Municipal, Nuno Vilafanha, assistindo-se por isso a uma resistência à formação de um projeto de união. “Unanimidade às vezes também significa algum conformismo”, comenta Rui Fernandes que em face da possibilidade de aparecimento de uma segunda lista espera que “processo seja o mais transparente e pacífico possível”. “Não nos vamos andar a difamar e criticar. Somos de duas candidaturas mas à vontade para nos sentarmos à mesma mesa”, refere o assumido candidato que assegura não abdicar da sua lista por “não poder prescindir da matriz e ideais do PSD”.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, Nuno Vilafanha não confirma a candidatura à CPS do PSD, mas adianta porém estar a equacionar aquela possibilidade. “Temos um grupo grande e forte”, referiu a este diário digital, notando contudo que o seu principal objetivo era o de “manter o partido unido”. O social democrata assegura não ter problema em aceitar pessoas do outro projeto ou de “fazer parte do grupo dos outros”, contudo diz “não poder abdicar das nossas ideias por causa de duas ou três pessoas”.
Desinteressado de “guerras internas”, Nuno Vilafanha garante não ter nada contra Rui Fernandes – “sem qualquer problema estaria no projeto dele e ele no meu”, frisou – mas antes contra “pessoas que não olham para o bem maior do partido”. “Para proteger o partido pensamos em não avançar com a lista, mas se calhar vamos avançar com o mesmo objetivo de proteger o PSD”, rematou.
Desde 2006 que a Comissão Política de Secção do PSD não era disputada por mais do que uma lista candidata. Foi exatamente naquele ano que o partido sofreu o maior ataque à sua união com consequências bem visíveis na vida presente do PSD concelhio.

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