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S. Sebastião da Feira continua a padecer de problemas de saneamento

S. Sebastião da Feira continua a padecer de problemas de saneamento

Na habitual cerimónia destinada a “prestar contas” perante o povo, José Carlos Alexandrino confessou-se ontem “envergonhado” com o problema dos esgotos que continua por resolver em S. Sebastião da Feira.

Um problema de “impacto ambiental” que, explicou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, cabe resolver à Águas do Zêzere e Côa por via da construção de uma segunda estação elevatória na freguesia como forma de encaminhar os esgotos  à ETAR, função que não está a ser cumprida pela estrutura existente.

Em causa está um investimento na casa dos “60 mil euros”, mas que a AZC tem vindo a protelar dadas as conhecidas dificuldades económicas daquele sistema multimunicipal. “Já pedi para me deixarem fazer a obra e para descontarem na fatura mensal que é hoje de cerca de 200 mil Euros”, disse ainda o presidente da Câmara, explicando tratar-se de um problema de que a Câmara Municipal não é responsável, mas que ainda “está a tempo de poder resolver”. “Este é um problema de impacto ambiental que me envergonha”, referiu.

Do mesmo modo, o autarca, destacou outro caso gritante na freguesia e que se prende com a falta de saneamento básico na Ponte das Três Entradas, local onde se ultimam os trabalhos de um hotel. “Licenciámos um hotel que não tem saneamento e esta situação tem que ser resolvida”, afirmou, considerando inconcebível que a 100 metros de uma ETAR exista uma entrada de dejetos não tratados no Rio Alva. “Não faz sentido nenhum”, entende o presidente do município que, ontem voltou a colocar o saneamento no topo das suas prioridades.

José Carlos Alexandrino falava assim na cerimónia de assinatura de protocolos com a Junta de Freguesia e coletividades de S. Sebastião da Feira e que correspondem a um investimento global na freguesia, nos últimos três anos, de cerca de 200 mil Euros. Uma forma de “prestar contas” ao povo para que, a poucos meses das próximas eleições, possa “fazer as escolhas” consciente daquilo que foi o trabalho feito pelo atual executivo municipal. “É um ato de coragem”, referiu José Carlos Alexandrino que, do mesmo modo, se mostrou satisfeito pelo caminho trilhado quer de “descentralização”, quer de “aproximação às pessoas”, porque “os políticos não se podem aproximar das pessoas só por causa dos votos”.

Numa freguesia que, em 2009, também o escolheu para presidir os destinos do município – “fiquei sempre sensibilizado por isso” – Alexandrino está consciente de que, pese embora os condicionalismos e contração financeira do município e do país, se tem conseguido fazer um trabalho extraordinário na freguesia”. Para tal, Alexandrino tem a apreciar a boa relação entre a Câmara e a Junta de Freguesia. Uma articulação que está presa por “meses”, devido à anunciada extinção da freguesia. “Só têm direito de existir as coisas grandes e como somos pequenos querem-nos matar”, comentou o autarca que espera minimizar o impacto da extinção com a medida “Município Perto de Si”. “Vamos colocar aqui uma pessoa permanente para não deixar as populações desprotegidas”, explicou o presidente, que ontem reiterou o seu inconformismo relativamente à extinção das freguesias.

A dar conta de um balanço positivo do trabalho desenvolvido em anteriores e no presente mandato, o presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião da Feira não tem dúvidas de que a freguesia “é hoje muito mais rica”. A caminho do final de mandato, Sebastião Coelho está ainda apostado na requalificação do bar da praia fluvial e na resolução dos problemas de saneamento. Adquirido no presente mandato, o parque dos Moinhos – espaço emblemático próximo da praia fluvial – só deverá ser objeto de requalificação no próximo mandato. “Será uma grande obra em termos de impacto e valorização ambiental de S. Sebastião e do Vale do Alva. Garanto que se for presidente aquele sonho será concretizado”, afirmou o presidente da Câmara , na expectativa de que o futuro presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e S. Sebastião da Feira esteja “à altura” dos desafios e seja da sua “cor política”.

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