Home - Região - Oliveira do Hospital - Salvemos o Concelho Municipal da Juventude! Câmara Municipal não deve ser materialista… Autor: João Pedro Cruz

Salvemos o Concelho Municipal da Juventude! Câmara Municipal não deve ser materialista… Autor: João Pedro Cruz

Ao fazer-se uma análise mais rigorosa, pode concluir-se que o Conselho Municipal da Juventude, tal como andou, não passava de um faz de conta em que quase toda a gente que dele fazia parte dizia ámen às (poucas) propostas que a ele chegavam, nomeadamente às vindas da Câmara Municipal.

No contexto de uma certa paz podre por lá reinante, a JCP até já foi interpelada para não provocar muitas ondas dentro deste Conselho Municipal da Juventude, sob pena de não haver quórum para realizar as reuniões desse mesmo Conselho! Enfim, queriam perpetuar uma espécie de clube de bons rapazes e raparigas entretidos a dizer e a ouvir umas larachas mornas e sem grandes consequências, destino por outros traçado mas que a JCP não aceitou nem aceita.

Ora, no exercício mais interventivo dos seus direitos e responsabilidades enquanto organização de jovens e para os jovens, no caso dentro do nosso Município, a JCP chegou a apresentar dois projetos candidatos ao chamado “Orçamento Participativo Jovem” que, anualmente, deveria enquadrar esse tipo de projetos protagonizados pelos jovens e/ou suas organizações representativas para depois, e se aprovados também com intervenção do Conselho Municipal da Juventude, virem a entrar no âmbito do orçamento e plano de atividades da Câmara Municipal.

Porém, e sobretudo por causa de teto máximo dos 25 mil euros por projeto e por ano, teto máximo imposto ultimamente pela Câmara Municipal, ambos os projetos apresentados pela JCP e pelo seu representante não foram considerados, o que é lamentável pois tais projetos eram e continuam a ser meritórios. Recorde-se que um desses projetos era para adequação e aproveitamento do Parque dos Marmelos, que continua quase abandonado, e outro projeto era para instalar novos equipamentos públicos (casas de banho) e, também, para alindamento e melhor utilização do Largo Ribeiro do Amaral.

A nosso ver, a maior limitação ao empenhamento e às propostas dos jovens para o Orçamento Participativo Jovem, foi o teto máximo dos 25 mil euros por projeto e por ano como a verba a disponibilizar pelo Orçamento anual da Câmara Municipal. A outra falha, por parte da Câmara Municipal, foi a falta de divulgação do programa precisamente junto dos Jovens e, por exemplo, junto das Juntas de Freguesia e das Coletividades Populares do Concelho.

Entretanto, e por proposta vinda da Câmara, foi agora posto fim ao Orçamento Participativo Jovem sob a alegação de que não interessava os jovens.

Trata-se de uma posição da Câmara que nós podemos classificar como maternalista e, até, inferiorizadora, assim como se estivesse a dizer-nos “ vamos tirar-vos (aos Jovens) este brinquedo – o Orçamento Participativo Jovem – porque vocês não querem brincar com ele”… Ora, pusesse, a Câmara, os meios efetivos à nossa disposição, aumentasse ela para 50 mil euros o teto máximo/ano, houvesse melhor divulgação do programa, e veríamos se havia ou não outras e mais diversificadas propostas dos Jovens para o Orçamento em causa… Mas, pronto, a Câmara optou por matar o Orçamento Participativo Jovem!

Vamos pois evitar que o Conselho Municipal da Juventude não tenha sido ferido de morte também!

Vamos apelar para a participação generosa e empenhada, como é característica dos Jovens!

Vamos levar o Conselho Municipal da Juventude até junto dos Jovens, nas Freguesias e nas Coletividades Populares do nosso Município!

Podem contar com a JCP!

Autor: João Pedro Cruz, Representante da JCP no Conselho Municipal da Juventude.

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