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Seia exige ao Governo conclusão e construção dos IC6, IC7 e IC37 

A Assembleia Municipal de Seia, cuja Câmara Municipal é liderada por socialistas, aprovou por unanimidade, uma moção que considera a construção dos  IC6, IC7 e IC37, absolutamente determinante e fundamental para o desenvolvimento económico  e social da região das Beiras, e mais concretamente do concelho de Seia.  O documento foi apresentado pelos eleitos locais do Movimento Independente Juntos pela Nossa Terra – JPNT, os quais defendem que a Estrada Nacional 17, mais conhecida por “Estrada da Beira” actualmente não dá resposta às  necessidades das populações que serve, quer por causa do volume de tráfego, muito dele pesado,  quer por causa do crescimento populacional à volta daquela via, com imposições constantes de  limitação de velocidade. “Os habitantes de Seia não podem esperar mais e exigem a construção dos referidos IC6, IC7 e  IC37”, refere o documento.

O documento recomenda ao executivo municipal que faça todos os  esforços para que, junto do Governo, exija ele também a construção dos IC6, IC7 e IC37, se  preciso for insistentemente e de preferência concertadamente com os municípios vizinhos que beneficiariam também com a sua construção. A moção prevê também que seja enviada uma cópia sua ao senhor primeiro-ministro e ao senhor  ministro das Obras Públicas e da Habitação, “exigindo-lhes a construção das referidas estradas e  exortando-os a tudo fazerem para, que de uma vez por todas, resolvam o problema das  acessibilidades de Seia e dos Concelhos vizinhos, tomando as decisões políticas e depois todas as  medidas necessárias à construção dos tão aguardados, desejados e necessários IC6, IC7 e IC37”.

A moção frisa ainda que a EN 17, conhecida Estrada da Beira, está longe de conseguir dar resposta à necessidade dos utentes. “Os pequenos arranjos na Estrada Nacional 17 não são solução para o problema da falta de  acessos condignos, porque não se resolve um problema estrutural com arranjos circunstanciais,  exigindo-se antes que a construção dos IC6, avance sem demoras, por forma a permitir que a  região e concretamente o concelho de Seia deixe de estar ‘encravado’ no meio da serrania e  tenha, como é seu direito, acesso a vias rodoviárias com qualidade que lhe permita desenvolver se quer económica, quer socialmente”. 

O documento aprovado pela AM de Seia defende a construção da totalidade do IC6 e não apenas um prolongamento até ao nó de Folhadosa. “[Essa obra] permitiria ainda ligar as duas  partes da Serra, que agora se encontram de costas voltadas, com evidentes vantagens para as  populações quer do lado de cá da Serra, onde se incluem os municípios de Seia, Gouveia e  Oliveira do Hospital, quer do lado de lá da Serra, nomeadamente os municípios do Covilhã e do Fundão”, justificam. 

Defendem igualmente a construção do IC7 que permitiria ligar uma via adequada, a parte de cá da Serra, nomeadamente os municípios de  Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia e até um pouco mais longe Tábua e sobretudo Arganil, à A25, “uma via acesso fundamental às exportações para a Europa, através da fronteira de Vilar Formoso, que certamente incentivará o tecido empresarial a fixar-se nesta parte da Serra,  como aconteceu na outra parte, com a construção da auto-estrada A23”. O IC37, defendem, permitirá uma ligação rápida de Seia e da região à Ferrovia, “que é essencial na estratégia de desenvolvimento do país”. “Para além de dinamizar o  concelho de Seia e os limítrofes, esta estrada dinamizaria também a região de Nelas e Viseu”, continua o documento.

“As populações sentem-se injustiçadas, discriminadas negativamente (sobretudo quando vêem junto ao litoral  todas as localidades servidas por auto-estradas e por vezes até por duas auto-estradas paralelas) e abandonadas pelo poder central, sendo obrigação do  poder central combater as injustiças e desigualdades. Estas infra-estruturas são as que melhor combateriam essas injustiças e desigualdades”, concluem. 

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