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Serviço ferroviário da Linha da Beira Alta já não vai reabrir em Janeiro de 2023

A Linha da Beira, que se encontra encerrada para obras desde o dia 19 de Abril, já não vai reabrir em Janeiro de 2023 como estava inicialmente previsto, anunciou hoje a empresa pública Infra-estruturas de Portugal (IP). A empresa já deu a conhecer esse atraso aos autarcas dos concelhos que são atravessados pelo corredor ferroviário durante um encontro, nos estaleiros de Mortágua do consórcio da Comsa/Fergrupo e da Mota-Engil na Abrunhosa a Velha, nos dias 24 e 25 de Outubro, em que estiveram presentes os Presidentes de Câmara de Mortágua, Mealhada, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Nelas, Mangualde, Trancoso, Fornos de Algodres, Guarda, bem como representantes de Gouveia, Pinhel e Celorico da Beira.

A Infra-estruturas de Portugal explica esta decisão, entre outros dados, com o facto de ter sido confrontada já no decorrer da empreitada com uma Declaração de Impacto Ambiental relativa à Duplicação do IP3, Coimbra – Viseu, que não validou a nova Variante a Santa Comba Dão, tendo sido antes aprovada a solução de duplicação do actual troço do IP3. Esta decisão, explica, obriga à demolição do actual viaduto da Linha da Beira Alta no cruzamento com o IP3 e à construção de uma nova ponte.

“A IP, perante a necessidade de, num futuro próximo, se ver obrigada a voltar a ter que encerrar a Linha da Beira Alta… decidiu avançar com a execução imediata destes novos trabalhos. Neste sentido, foi incluída a demolição da actual e a construção de uma nova, já preparada para a duplicação do IP3, na empreitada em curso entre Santa Comba Dão e Mangualde. Esta intervenção iniciou-se no corrente mês de Outubro, tendo um prazo total de execução de 270 dias”, explica. “Tal facto, associado [a outros constrangimentos], determina que não é possível reabrir o serviço em Janeiro de 2023, sendo necessário prolongar a interdição do serviço ferroviário”, remata o comunicado da IP.

Para além desta nova obra, a empreitada em curso no corredor ferroviário sofreu vários constrangimentos “decorrentes da pandemia da Covid-19” e do “prolongar da guerra na Ucrânia, que tem afectado fortemente o mercado da construção, designadamente no tocante à disponibilidade e prazo de fornecimento de materiais de origem ferrosa”.

A intervenção, frisam, também tem sofrido revés devido às “dificuldades sentidas pelos empreiteiros na contratação de subempreiteiros”, o que obriga “a constantes adequações do plano de trabalhos, o que contribui de forma decisiva para a necessidade de prolongar o período de encerramento à circulação ferroviária na Linha da Beira Alta”.

As obras de requalificação do corredor ferroviário, num total de 160 quilómetros, vão custar 500 milhões de euros. A IP considera que estes trabalhos de modernização da linha revestem-se “de elevada importância, disponibilizando às empresas e passageiros um transporte ferroviário mais eficiente nas ligações ferroviárias inter-regionais bem como na ligação a Espanha e restante Europa.

A intervenção no terreno prevê a “melhoria das condições de mobilidade e acesso dos passageiros, através da remodelação das diversas estações e apeadeiros, incluindo o alteamento, alargamento e o prolongamento de plataformas”. Ainda a “redução de tempos de percurso, o “reforço da segurança”, o aumento da capacidade de circulação de comboios e a “requalificação e supressão de todas as passagens de nível”. A IP vinca ainda que a infra-estrutura ferroviária ficará “dotada com os mais modernos equipamentos de controlo, sinalização e telecomunicações”, sendo também “ambientalmente mais sustentável”.

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