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Signatários das Caldas de S. Paulo acusam promotor turístico de estar a “assustar” populares

Já notificados pelo Tribunal no âmbito do processo que lhes foi movido por Francisco Cruz, os signatários do abaixo assinado que reclama a natureza pública do polémico caminho, nas Caldas de S. Paulo, acusam aquele empresário de estar a causar “medo” junto de alguns moradores signatários.

Unidos com o objetivo de fazer valer a natureza pública do caminho de acesso ao poço de águas termais situado na propriedade onde o empresário Francisco Cruz conta construir um empreendimento turístico de base termal, num investimento de cerca de cinco milhões de Euros, os habitantes das Caldas de S. Paulo estavam longe de se ver envolvidos nas teias do Tribunal.

Já notificados no âmbito do processo que lhe foi movido pelo empresário com o objetivo de os responsabilizar pelo facto de a obra não ter obtido visto dos serviços camarários, os subscritores acusam o empresário de “tudo estar a fazer para assustar uma população inteira, na sua maioria vulnerável pela idade avançada, problemas de saúde e por nunca na sua vida se ter visto envolvida em processos judiciais”.

“As pessoas estão assustadas e com medo”, referiu um subscritor do abaixo assinado ao correiodabeiraserra.com que, nesta fase, opta por se reservar ao anonimato, saindo porém em defesa do conjunto dos populares que apenas pretendem ver reposto o direito de passar por um caminho, por onde se lembram de andar desde a infância. “O próprio empresário passou lá durante toda a sua vida e inclusivamente participou na organização de eventos com a Liga dos Amigos das Caldas de S. Paulo e que implicavam o uso daquele caminho”, continuou aquele subscritor que, apesar de desvalorizar os passos que Francisco Cruz tem seguido, com recurso frequente à barra dos tribunais, teme pela saúde de alguns populares que, pelo facto de se verem envolvidos no processo de tribunal, já se viram a braços com episódios de urgência e vêem-se obrigados a tomar calmantes e outra medicação.

“Uma maçã envenenada…”

Não bastando o processo em tribunal, os signatários dizem estar, nos últimos dias, a ser convidados a assinar um documento sob o suposto argumento de que se o fizerem ficam afastados do processo. “O promotor está a colocá-los numa situação ainda mais complicada, porque as pessoas vão ser confrontadas com a mentira em tribunal. Estão a entrar num processo que pode ser muito mais complicado”, refere aquele signatário ao correiodabeiraserra.com, informando que mediante a assinatura do suposto documento, os populares assumem mudança de posicionamento no processo dando razão ao empresário, referindo inclusivamente desconhecimento de utilização do caminho há mais de 20 anos.

“Esta declaração é uma maçã envenenada”, alerta o mesmo subscritor que sabe que, até ao momento, já alguns populares acederam àquele pedido do empresário, feito por segunda pessoa, e que outros populares também já se mostraram disponíveis para o fazer. Ao mesmo tempo, lembra as pessoas que “assinaram de boa fé e não cometeram nenhum crime”. “Pedimos apenas a reposição da abertura do caminho”, explica, notando ser aquele o teor do abaixo assinado rececionado pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, em julho de 2012.

“De certeza que mais de metade do concelho já visitou as Caldas de S. Paulo e passou no caminho”, refere o subscritor que só lamenta o tempo está a perder com todo este processo, porque “se fosse hoje voltava a assinar da mesma forma, consciente do que estava a fazer”.

Do mesmo modo que se uniram para reclamar a natureza pública do caminho, os cerca de 80 subscritores do abaixo assinado disseram de igual modo avançar com contestação conjunta em tribunal. Uma decisão que decorre, exatamente, do facto de vários assinantes desconhecerem a forma como deveriam proceder no sentido de se defenderem em tribunal, por nunca terem estado envolvidos em processos judiciais.

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