Home - Opinião - Sim, à falta de outra, já cá mora a primeira toma da vacina AstraZeneca… Mas o processo da Vacinação em geral prossegue aos solavancos, embora silenciado… Autor: João Dinis

Sim, à falta de outra, já cá mora a primeira toma da vacina AstraZeneca… Mas o processo da Vacinação em geral prossegue aos solavancos, embora silenciado… Autor: João Dinis

Sim, no Sábado 27 Fevereiro, recebi convocatória (via telemóvel) do “Posto de Vacinação” em Oliveira do Hospital para me ir vacinar de imediato.  Sou “de risco” (doençascrónicas) e também por isso arranquei resolvido a apanhar a “picadela”. Lá me disseram que teria de ser com a Astrazeneca que não havia outra… Pois bem, assim sendo…que fosse…e foi.

E já cá mora a primeira toma que a segunda injecção com este tipo de Vacina, “só” para meados de Maio. Quer dizer, vai passar mais tempo do que devia até eu ganhar todos os anticorpos contra o “bicho ruim”.  E com as notícias da aprovação (nos EUA) da vacina da Johnson & Johnson que é de uma só toma!… Enfim, também nisto, pagamos as desvantagens em sermos Portugueses embora nós, e Portugal, não tenhamos propriamente culpa pela incompetência política e administrativa dos nossos principais governantes que são bons mas é na propaganda com que nos querem “lavar o cérebro”.

À hora (18h30) da minha proposta vacinação, estava pouca Gente na sala para a “pica” e com aspecto (apesar das máscaras…) de terem menos de 80 anos.  Ainda assim, deu para constatar que os profissionais – técnicos de saúde e outros – em serviço no “Posto de Vacinação”, estavam motivados e atenciosos.  Bom sinal que aliás a eles principalmente se deve o que de melhor tem corrido neste processo em que também os Utentes têm sido receptivos e muito pacientes.

Entretanto, os “complicómetros” sucedem-se.  O senhor “vice-Almirante”, o comandante da tal “task-force” para a vacinação, fala em atrasar, pelo menos uma semana, as segundas tomas para ter vacinas para vacinar mais Pessoal pela primeira vez.   A concretizar-se, é um mero expediente que mais evidencia esse crime contra a Humanidade gerado em torno das ditas” patentes” das Vacinas e do monopólio que isso gera para meia dúzia de grandes Laboratórios Farmacêuticos lucrarem milhares de milhões com a desgraça da pandemia…. O eventual atraso de uma semana para a segunda toma, e como se diz, mais não será do que “empurrar com a barriga” este grave problema da falta de Vacinas.  Mas aquilo que se vai gerar também, é que os idosos e outros que tomaram a primeira dose e que, no acto dessa vacinação, logo souberam o dia exacto em que devem voltar à “pica” para a segunda toma, agora, e caso avance a ideia de atrasar uma semana só que seja essa segunda toma, a data que já lhes foi marcada para esse efeito vai sofrer alteração. Ou seja, mais complicações, mais confusões, com a convocatória de todos eles outra vez, aliás na sequência dos problemas já havidos com isso.

Eu já tratei pessoalmente de conferir e emendar na “plataforma informática” específica, e de aconselhar outros procedimentos indispensáveis, em 5 casos de idosos.  Enfim, um deles não tem médico de família e os outros tinham os dados desactualizados.  Portanto, quantos casos haverá por aí ?  Muitos certamente.  E praticamente abandonados. E muitos desses casos merecem a Vacinação ao domicílio como tanto tenho reclamado!

Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aborda o processo de Vacinação no Concelho devido a intervenção da parte do “público” ainda no período de “Antes da Ordem do Dia”…

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, na sua sessão de 26 de Fevereiro, 2021,  tinha em “Ordem do Dia” o assunto da pandemia mas apenas e tão só, para apreciar e votar duas propostas da Câmara para isentar do pagamento de taxas e tarifas a quem tiver bancas de venda no mercado municipal e para isentar de taxa de publicidade os comerciantes e outros. Foram aprovadas essas propostas.

Porém, nessa “Ordem do Dia” nada mais constava a propósito da Covid 19 ou seja, a Assembleia Municipal, em especial a sua Presidente e ouvido que terá sido o Presidente da Câmara, mostravam-se dispostas a atravessar todo este malfadado período de pandemia sem abordar o assunto enquanto o flagelo que é e, também, as medidas preconizadas e aplicadas no Município para o combater e anular.

Quer dizer, se daqui a cem anos, um historiados vier consultar a documentação, designadamente as Actas das Sessões de há um ano a esta parte, portanto, em duro regime de pandemia, não vai encontrar nada que dê a ideia,  aproximada que seja,  da tragédia e do drama que temos vivido com a Covid também em Oliveira do Hospital !  A fazer fé apenas nestes documentos municipais, o historiador poderá até pensar que a pandemia sendo mundial, todavia, “passou por cima ou ao lado e não atingiu verdadeiramente a População de Oliveira do Hospital”…  De facto, como é possível tamanha “descontracção”, tamanha insensibilidade, até falta de transparência democrática  – desde logo da Mesa da Assembleia Municipal e do Presidente da Câmara que, repete-se, organizam (ambas estas Entidades) a “Ordem do Dia” de cada sessão ? É que a Covid existiu e existe mesmo, com o seu estendal dramático, tantas vezes trágico, e tão traumatizante para as Pessoas, para os Oliveirenses !  Então, os eleitos na Assembleia Municipal são levados a fazem de conta que não se passa nada de violento em termos de pandemia ?  Afinal, num processo em que, inclusivamente, a Câmara Municipal afiança ter já gasto pelo menos 300 mil euros em menos de um ano ?!…

Pois então, nessa Sessão da Assembleia Municipal (26 Fevereiro), um munícipe houve – chamado João Dinis (Jano) – que se inscreveu como “público” para o chamado “Período de Antes da Ordem do Dia” e que, mesmo via “online”, perguntou ao Presidente da Câmara como ia a vacinação anti Covid no nosso Concelho…  Desta vez, o Presidente da Câmara respondeu, aliás como é de sua obrigação democrática.  Informou, de entre outras, que, no dia anterior (25 Fevereiro),  havia registo de 45% já vacinados (1ª toma) dos idosos acima dos 80 anos e recenseados para o efeito e que, até aí, a Câmara já facultou transporte, para a Vacinação, a 15 Utentes que o requisitaram à Câmara.

Sobre o facto do Ministério da Saúde ter montado apenas um “Posto de Vacinação” no nosso Município, o Presidente da Câmara lá foi dizendo que achava que devia haver 4 “Postos” mas que também percebe que haja apenas um ?!  Pois então, em que ficamos, Senhor Presidente da Câmara ? É que haver 4 “Postos” é muito diferente, para melhor, do que haver um só…

Embora os números mencionados nos pareçam indicar concretizações insatisfatórias da Vacinação, assinale-se a vontade do Presidente da Câmara em responder ao contrário da postura “de apagão” – será que a senhora existe mesmo na função ? — da Directora do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital que recusa dar informações, ela que é (enfim, deve ser…) a representante do Ministério da Saúde em Oliveira do Hospital.

Porém, o Presidente da Câmara nada disse sobre a pergunta também feita acerca da hipótese de Vacinação – ao domicílio – dos idosos acamados e outros mais incapacitados…

Claro que é pergunta que mantemos e nem um segundo nos calaremos !

1 de Março de 2021

 

 

 

João Dinis, Jano

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