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SITUAÇÃO Actual da infecção por SARS-cov-2. Autor: Carlos Antunes

Infelizmente, a situação actual, e das próximas semanas, não é boa. E se continuarmos a deixar o “bicho” à solta, as coisas podem ainda tornar-se pior.

– R(t) actual é de 1.25 com intervalo de confiança entre 1.17 e 1.34;
– Nº de contágios actuais na ordem dos 3300 por dia;
– Nº de diagnósticos de novos infectados na ordem dos 2600 por dia (o que contribui para uma décalage entre o diagnóstico e o contágio, na ordem dos 700 casos diários, causando o aumento exponencial do nº de casos);
– Projecção de nº de contágios para o final de Outubro é da ordem dos 4 mil (nº que só começará a ser reportado 7 a 8 dias depois)
– Pico da curva epidémica está ainda indefinido, mas quando colocado artificialmente a início de Dezembro atira-nos para a zona dos 6 mil casos diários. Nesse pressuposto, acabaremos o ano com mais de 500 mil casos identificados.

RISCO = PROBABILIDADE x SUSCEPTIBILIDADE x EXPOSIÇÃO

O Risco de ser infectado pode ser definido pelo produto entre a Probabilidade de se estar em contacto com o vírus, a Susceptibilidade de ficar infectado quando em contacto com o vírus, e a Exposição de contacto com o vírus.

As medidas de mitigação, a nível nacional ou regional dos planos de contingência ou calamidade, actuam na minimização da Probabilidade de entrarmos em contacto com o vírus. Já as medidas que cada um de nós adopta (protecção, distanciamento e higiene) actuam na minimização da nossa Exposição ao contacto com o vírus. Actuando nestes duas dimensões, reduzindo a Probabilidade e a nossa Exposição, estaremos a contribuir para a redução do risco de contágio e, consequentemente, para o controlo da epidemia.

Autor: Carlos Antu

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