Home - Opinião - Situação COVID-19 a evoluir dentro do esperado, sem necessidade, para já, de grande alarme! Autor: Carlos Antunes

Situação COVID-19 a evoluir dentro do esperado, sem necessidade, para já, de grande alarme! Autor: Carlos Antunes

Apesar do número de casos verificados ontem, o qual já era esperado, começa-se a verificar uma redução do ritmo de aumento diário. O índice de transmissibilidade, Rt, atingiu o seu máximo e começou a indicar uma tendência de redução. Apesar das incertezas associadas, pelo menos, não se verifica o ritmo máximo de aumento diário de casos de 6%/dia (duplicação a cada 12 dias) que se verificou entre 05-Nov e 20-Nov.

Actualmente estamos com aumento médio diário na ordem dos 2.5% (27 dias de duplicação de casos), com uma incerteza que se situa entre 1.9% e os 3.2%. Mas como a tendência, à partida, é de redução da transmissibilidade, espera-se que o período de duplicação vá aumentando, à medida que diminui o Rt e a taxa de aumento diário.

Dado que a média do nº de casos diários anda na ordem dos 3200, uma duplicação daqui a 20-30 dias daria na ordem dos 6000 a 6500 casos. Isto lá para o final do mês. Mas se a tendência é a de diminuição do ritmo, mesmo esse valor acima dos 6 mil é pouco provável. Mas isto é tudo dinâmico e há muitas incertezas.

Isto no pressuposto que a nova variante Omicron não se tornará dominante antes de Janeiro. Caso contrário, estas contas terão de ser revistas. Para já, os 19 casos identificados corresponderão a 0.5% do nº de amostras de sequenciação de genoma do vírus realizadas em média numa semana pelo INSA, pelo que, dos 4600 casos de ontem poderemos ter tido no máximo1%, ou seja 40-50 casos dessa variante. O que é ainda pouco significativo. É muito pouco provável que se esteja a verificar um número maior de casos da nova variante, acima dos 1-2%. É preciso esperar por mais resultados da sequenciação genómica.

Em termos de internamentos e óbitos espera-se ainda um aumento face aos nºs dos últimos dias, mas como já se nota no nº de casos dos 70-79 e 80+ o impacto do reforço da vacina, esse aumento não será, à partida, muito significativo.

Mesmo que a Omicron chegue em força, todos e cada um de nós sabemos o que temos de fazer, reforçar a protecção e acomodar o comportamento por forma a reduzir contactos de risco. Isto tudo, mesmo sem alterar a nossa normalidade.

É preciso manter a tranquilidade mas aumentando o alerta e a percepção de risco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Carlos Antunes

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