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Sócrates tentou entregar-se voluntariamente para evitar detenção e retirar argumentos ao MP

O advogado do ex-primeiro-ministro, João Araújo enviou um e-mail ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) sete horas antes de José Sócrates ser detido no aeroporto de Lisboa para que o ex-governante fosse ouvido antes da detenção, avança hoje o jornal electrónico noticiasaominuto.com. O ex-Primeiro Ministro pretendia alegadamente assim retirar argumentos ao Ministério Público para a prisão preventiva.

De acordo com quele órgão de comunicação social, sete horas antes de José Sócrates ser detido já o seu advogado João Araújo tinha indicado por e-mail ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde decorre o inquérito, que o seu cliente estava disponível para ser ouvido. No entanto, refere. o requerimento demorou quatro dias a chegar ao inquérito. Ou seja, quando chegou o pedido já o antigo primeiro-ministro estava detido.

O jornal descreve ainda a cronologia da forma como tudo se terá passado. “Foi a 21 de Novembro, que João Araújo remeteu por e-mail, às 15h09. O advogado indica ainda que falou com o director do DCIAP, Amadeu Guerra, a revelar que tinha enviado aquele e-mail”, escreve o notícias ao minuto.

“Não percebo o que o e-mail andou a fazer perdido por lá [DCIAP], nos servidores, para só aparecer no dia 25 pelas 16h00”, terá dito João Araújo.

Sócrates queria assim, continua o noticiasaominuto.com, evitar a sua detenção, numa altura em que já se sabia que os outros três arguidos no âmbito da Operação Marquês tinham sido detidos, nomeadamente o seu motorista João Perna e o amigo Carlos Santos Silva. A apresentação voluntária de Sócrates serviria para afastar a alegação de um eventual perigo de fuga, para retirar qualquer argumento ao Ministério Público.

José Sócrates, contudo, acabou por ser detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora, indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

 

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