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“Somos do PSD e o nosso adversário é José Carlos Alexandrino e o seu séquito comunista” (Com vídeos)

O PSD de Oliveira do Hospital realizou, hoje, o tradicional “Pontal das Beiras”. Na luta pela união do partido em prol de uma “vitória expressiva e inequívoca” no próximo dia 29 de setembro, o atual executivo municipal foi o alvo de todas as críticas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANaquela que é entendida como a principal festa do PSD de Oliveira do Hospital e para a qual este diário digital não foi convidado, a candidata à Câmara Municipal, Cristina Oliveira, reuniu hoje na praia fluvial das Caldas de S. Paulo um conjunto de militantes e apoiantes. Deputados da nação, dirigentes nacionais e distritais do partido também marcaram presença num encontro onde a candidatura de Cristina Oliveira registou o apoio do presidente e recandidato pelo PSD à Câmara de Arganil, bem como do candidato social democrata à autarquia de Tábua. A faltar continuou, porém, a presença de presidentes de junta eleitos pelo partido, deputados municipais e outros destacados militantes, mas que a candidata conta chamar até si e, assim, fazer da sua candidatura uma projeto ganhador. “Ganharemos se estivermos unidos e deixarmos ódios antigos de lado”, referiu, informando que “é Cristina Oliveira que vai a votos”. “Sei que alguns estão à espreita. Mostrem que são verdadeiros militantes do PSD, que não vos move interesse pessoal e que querem o melhor projeto para Oliveira do Hospital”, desafiou ainda o rosto feminino da candidatura social democrata, avisando os que aceitarem integrar listas adversárias – “são livres de o fazer”, frisou – de que “serão usados” contra si.

Aos mesmos, Cristina Oliveira avisou que o adversário do PSD é “José Carlos Alexandrino e o seu séquito comunista”. “Não podemos errar novamente”, avisou ainda a candidata do PSD que, a três meses das próximas eleições, se regozija pelo trabalho que já está a ser feito em cada freguesia na construção de “projetos duradores”.

Aos que estão a seu lado – “pessoas de bem”, frisou – nesta caminhada, Cristina Oliveira apelou ao “civismo e ao saber estar”. “Façam uma campanha limpa, sem insultos gratuitos e sem difamações e gastem pouco, porque em momento de crise não podemos esbanjar”, apelou a candidata do PSD, não hesitando a apontar o dedo ao que chamou de “campanha de terrorismo psicológico” levada a cabo pelo atual executivo socialista “sobre os cidadãos que dependem da autarquia na sua vida profissional. “Não posso calar-me perante esta situação, não tenho medo”, afirmou.

A liderar uma candidatura destinada a “dar voz aos oliveirenses” e no âmbito da qual se assume como o “rosto da luta pelos seus interesses”, Cristina Oliveira não deixa de elencar os pontos negros do trabalho socialista na Câmara Municipal. A começar pelo turismo, a candidata rapidamente chegou à área da Educação para desapreciar a postura do presidente da Câmara e da vereadora Graça Silva que, no que respeita ao processo do mega agrupamento escolar, se prestaram “ao pior dos exemplos, usando a educação para fins político-partidários, desinformando e distorcendo a verdade”. “Tal como nas freguesias, sacudiram a água do capote e queriam fazer demagogia com o assunto”, continuou a candidata que, pela segunda vez, se referiu à vereadora da Educação para condenar a posição que assumiu contra o ministério da Educação quando a autarquia teve que ceder transportes aos alunos do 4º ano para a realização de exame. “Não aceito quando verifico que a Câmara Municipal gasta dinheiro dos munícipes a transportar militantes do PS par comícios. Não aceito”, afirmou, criticando ainda a autarquia por, até agora, ainda não ter prestado contas sobre as festas, um sorvedouro de dinheiro”, preocupando-se apenas a “mostrar as contas da água”.

Críticas em catadupa dirigidas ao executivo de José Carlos Alexandrino que acusa de “dar emprego a troco de votos”.  “Também não basta distribuir subsídios de natalidade”, disse ainda a candidata, criticando a incapacidade do município em atrair empresas estrangeiras para o concelho.

“Sem a experiência política de candidatos do presente e do passado”, a candidata assume-se como uma candidata de perfil diferente , mas pronta para das voz às “minhas gentes”. “Não represento o político homem de face falsa e fácil palmadinha nas costas e de intensa frequência de adegas e cafés. Não sou figura popularucha.”, afirmou, apresentando-se como uma “mulher determinada” que não promete “ilusões, nem obras irrealizáveis a troco do voto”.

“De nada servirão as festas e romarias, os sorrisos e os abraços hipócritas do presidente da Câmara”

A prestar homenagem aos anteriores presidentes de Câmara social-democratas, o presidente da Comissão Política de Secção do PSD oliveirense reiterou a total confiança em Cristina Oliveira na certeza de que a vitória é um dado adquirido. “De nada servirão as festas e romarias, os sorrisos e os abraços hipócritas do presidente da Câmara Municipal”, avisou António Duarte que se mostrou bastante crítico à mensagem de apoio à recandidatura de José Carlos Alexandrino assinada pela oliveirense Teresa Serra.
Conhecido apreciador da capacidade de trabalho de Cristina Oliveira, o presidente da Comissão Política distrital considerou uma “sorte termos uma candidata como Cristina Oliveira”, mas avisou que “não está tudo decidido”. “O que temos que fazer é trabalhar para ganhar eleições”, observou Marcelo Nuno, num apelo ao empenho e mobilização de todos em torno da candidatura do PSD em Oliveira do Hospital.

Mais uma vez ao lado de Cristina Oliveira, o secretário geral do PSD, Matos Rosa, elencou as capacidades da candidata para se mostrar confiante num “resultado histórico” nas eleições de 29 de setembro.

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