Home - Opinião - Tão compinchas que eles eram. Tão «galarozes» em que se transformaram… Autor: Carlos Martelo

Tão compinchas que eles eram. Tão «galarozes» em que se transformaram… Autor: Carlos Martelo

Caríssimos.

Escrevamos pois a glosar o mote:

Na verdade, e não estou a descobrir a pólvora, há candidatos-protagonistas que andam a ler-se e a ouvir-se mutuamente pois chegam a repetir propostas uns dos outros, e das principais que têm.  Aquela mais comum, e que aliás atiram para a frente de outras, é a «promessa» da criação de emprego.  É aquela «promessa» que até já foi o grande chamariz de votos na campanha do PS de há 12 anos atrás, e que contribuiu para fazer eleger (pela primeira vez) Alexandrino (Câmara) e António Lopes (Assembleia Municipal).  Receio até que também eu repita ideias e expressões das que ouço por aí.

Agora, nesta matéria, o candidato à Câmara pelo Chega consegue ser tão taxativo que apresenta, em promessa eleitoral, o número de 1 500 novos postos de trabalho para criar em 4 anos, à razão, arredondada embora, de um posto de trabalho por dia.  Ena pá, que precisão!   Então, se acabasse por criar 1 550 postos de trabalho já não valia?  Era postos de trabalho a mais e teria que cortar 50 deles?  E se criasse «apenas» 1 400 postos de trabalho já era um falhanço da sua parte?  De facto, são daquelas «promessas» tão manhosas que, desde o início, ao tomarmos conhecimento delas, vê-se logo que são «promessas» para não cumprir.

Atenção, senhor, que nestas coisas não há varinhas de condão…  Agora, imagine o que seria de si para cumprir uma promessa dessas, caso Deus e os eleitores o «castigassem» e o pusessem à frente da Câmara…   Mas também não acredite em milagres desses, certo?

Zangam-se as comadres e os

compadres…sabem-se as verdades…ou não?

Vai a subir de (mau) tom o debate pessoalizado entre Alexandrino (PS) e Francisco Rodrigues (PSD + CDS/PP).

E tão compinchas que eles foram…  Na prática, tinham selado um autêntico «casamento por conveniências» durante mais de onze anos na Câmara PS. De repente, separaram-se e também como muitas vezes acontece nos divórcios litigiosos, deram em acusar-se mutuamente de «vícios» feios e maus…

Entra um deles, Francisco Rodrigues, empolga-se e não hesita em dizer de Alexandrino e vamos citar: – «acha que é o dono disto tudo, uma espécie de D. Corleone da Beira Serra».  Responde Alexandrino afiançando que Francisco Rodrigues: – «é um Judas!» e continua: «foi uma pessoa (Francisco Rodrigues) que ajudei a reabilitar na sociedade oliveirense…Teria muito para dizer. O meu caminho não será esse mas, se for necessário, serei muito mais duro nas minhas afirmações!» – assegura Alexandrino.

Pois aí estão ambos a esmerar-se nas acusações e nos epítetos com que mutuamente se mimoseiam.

Se Alexandrino é um «D. Corleone da Beira Serra» segundo Francisco Rodrigues – com as analogias mafiosas (da «Cosa Nostra» ciciliana) que essa designação comporta – que viu ele na Câmara da maioria PS para quem trabalhou muito por dentro?  Que golpaças mafiosas ou afins testemunhou ele ou de que teve conhecimento? Ande lá, Francisco Rodrigues, esclareça-nos ou deixe-se desse tipo de insinuações…

Pelo seu lado, Alexandrino fala e também insinua. Atira-lhe, a Francisco Rodrigues, a farpa muito venenosa deste ser «um Judas» e, ainda por cima, viciado nisso pois, segundo Alexandrino, o seu agora adversário político teve que fazer uma espécie de «desintoxicação» política e social nos tempos (uns 11 anos) que passou a servir o PS na Câmara depois de, anos antes, já ter «traído» o PPD/PSD em 2001.  E agora aprestou-se a «trair» a alexandrina mão que lhe proporcionou essa «desintoxicação» social.  Quer dizer, Francisco Rodrigues é «viciado» em ser «um Judas».  Para já é um «bi-Judas».

E Alexandrino também afirma que poderá vir a dizer coisas «duras» acerca dele, de Francisco Rodrigues, «se for necessário». Pois que «segredos» escusos tem Alexandrino na manga para nos poder surpreender nesta contenda? Então, já que levantou uma ponta do véu, esclareça-nos de sua parte ou deixe-se também dessas «promessas»…

Parece, mas é que são «lutas de galos», com muito cacarejar à mistura, «lutas de galarozes» afinal destinadas e desviar a atenção de assuntos mais importantes que as zangas circunstanciais de «compadres da política» – que eles são.

Então, ou nos esclarecem acerca do que mantêm escondido debaixo do véu de que levantaram apenas uma pontinha, ou diremos que, provavelmente, têm ambos razão quando se acusam mutuamente…  Ficamos então à espera que nos esclareçam…ou que se deixem de fanfarronices.

Por que razão, e ao que se ouve, a maioria

PS na Câmara não apresentou contas finais – balancetes detalhados – das várias

edições da ExpOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital?

Eis uma questão que carece de esclarecimento cabal.  Não podem restar dúvidas sobre as «contas» finais – detalhadas – das várias edições da feira ExpOH.  E se for confirmado que a maioria PS na Câmara mantém dúvidas sobre isso, então porque acontece uma tão estranha anomalia contabilística e político-administrativa também?  A Câmara não tem contabilistas profissionais e competentes? Os membros do Executivo Municipal, a começar pelo seu Presidente e continuando pelo Vice-Presidente, não são capazes de «classificar-imputar» os documentos das respectivas despesas e receitas da ExpOH?  Se assim for é muito estranho e deveras lamentável.  Roça o suspeito.  É mesmo inadmissível!

Mas então porque não encarregaram Francisco Rodrigues da tarefa de apresentar, ele próprio, essa «classificação documental» – com contas detalhadas da ExpOH?  Ele que foi o organizador «operacional» mais visível desses eventos barulhentos… quando ainda não era classificado pelo PS como «um Judas», epíteto em que Alexandrino afinal repete Francisco Rolo como se fora um «roberto» deste (e não o contrário).

Será que houve algum imprevisto com os registos informáticos, com os computadores municipais específicos onde deveriam constar todos os tais documentos contabilísticos relativos à ExpOH?…   Esclareçam-nos, esclareçam-nos!

Alvôco meu refrigério no Verão!   

Alvôco meu caldário eleitoral!

Uma tarde destas ouvi com alguma estupefação que em Alvôco das Várzeas aconteceu um afrontamento fratricida em termos partidários, no caso do PS local.

Um aprendiz de «mauzão», que dá pelo nome de José Ferreira, ao que julgamos saber incluído – 3º lugar – na lista do PS, (pelo menos) para a Assembleia de Freguesia de Alvôco, insultou publicamente, e muito, um histórico local do mesmo PS, um homem que já foi Presidente da Junta de Freguesia de Alvôco das Várzeas eleito pelo PS, e que continua um ativista em prol dos interesses da sua Freguesia e dos seus conterrâneos. Este Homem já é uma instituição em Alvôco das Várzeas e vem agora um aprendiz de «mauzão» insultá-lo?!

Quer dizer, volta a azedar o «caldo de cultura» da intolerância, da arrogância, que os principais eleitos pelo PS e seus atuais candidatos cozinharam e cozinham no município de OIiveira do Hospital.  Mas, assim, também mostram sinais de desnorte pessoal e político.

Diz-se também que terão sido intolerantes locais – ligados ao próprio PS – que provocaram a «vandalização» de propaganda eleitoral afixada em Alvôco pelo PS, para criarem mais ambiente favorável – através da vitimização – e evitarem a previsível derrota nas Eleições Autárquicas, em Alvôco das Várzeas…

Nós gostamos muito de Alvôco, das suas gentes e da sua praia fluvial que é um verdadeiro refrigério no Verão.  Agora, Alvôco das Várzeas fica menos convidativo, fica muito menos Alvôco das Várzeas, com estes atos nada democráticos e antes pelo contrário praticados por aprendizes de «mauzões» locais com vocação para gravitarem neste PS, em Oliveira do Hospital!  Cruz, credo!!

 

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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