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“Trabalho socialmente necessário” compensa arranjo em casa afetada por incêndio

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital procedeu ao arranjo da casa de um casal Belga que em agosto foi parcialmente afetada pelo violento incêndio que afetou a zona Norte do concelho. Em troca, o casal compromete-se a 498 horas de trabalho socialmente necessário.

Em reunião do executivo, a votação foi unânime em torno da aprovação do subsídio de 1599 Euros destinados a suportar o arranjo a que foi sujeita a habitação do casal Belga que no dia 25 de agosto foi afetada pelo forte incêndio que consumiu 735 hectares de floresta nas freguesias de Ervedal, Lagares e Travanca de Lagos e chegou também a colocar em perigo as instalações de uma queijaria em Lagares da Beira.

“Trata-se de uma família muito debilitada economicamente”, explicou José Carlos Alexandrino, contando que, logo na ocasião do incêndio, tomou consciência de que se tratava de uma família que não teria possibilidades de proceder ao arranjo da habitação.

De acordo com o autarca os trabalhos de recuperação já foram executados – foram tidos em conta “dois ou três orçamentos” – já que os principais danos eram ao nível do telhado. “Já foi feito, porque caso contrário não poderiam lá morar com esta chuva”, frisou.

Como forma de compensar a ajuda da Câmara no arranjo da habitação, o casal que no mesmo incêndio também viu o carro estacionado à porta de casa ser consumido pelas chamas, compromete-se a fazer 498 horas de trabalho socialmente necessário “numa IPSS, Juntas de Freguesia ou em serviços da autarquia”.

Para além da ajuda prestada ao casal de nacionalidade Belga, o município está também a avaliar estragos que o recente temporal provocou em algumas habitações do concelho. “Temos quatro pedidos de casa por causa do temporal”, contou José Carlos Alexandrino, notando que daqueles “dois casos são preocupantes” tendo inclusivamente sido necessário o acolhimento de uma pessoa no Lar de Ervedal da Beira até que o problema seja resolvido. Em causa estão habitações com sinais de elevada degradação e cuja recuperação não pode ser suportada pelos proprietários por motivos de idade e situação económica.

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