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Três anos depois do Leslie, Tábua e Oliveira do Hospital já recuperaram

A Leslie atingiu Portugal como tempestade tropical, na noite de 13 para 14 de Outubro de 2018. Passaram três anos. Vários municípios da região Centro foram atingidos. Entre outros territórios, contam-se os concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital foram atingidos. Três anos depois, as feridas começam a sarar e as compensações até chegaram de forma atempada aos agricultores, particularmente atingidos. Não chega para pagar todos os prejuízos, mas ajuda.

O presidente da cooperativa Capital dos Frutos Silvestres explica que houve muita gente que não teve apoios, mas quem tinha os processos bem estruturados nem tiveram muitas razões de queixa, ao contrário daquilo que aconteceu nos incêndios de 15 de Outubro de 2017. Nuno Pereira reconheceu que aqui “foi tudo mais fácil nesse aspecto”, já que tanto os agricultores como os técnicos do Ministério da Agricultura “estavam mais familiarizados com os processos burocráticos”, idênticos aos dos pedidos de ajuda devido à catástrofe dos fogos de 2017

“Para uma candidatura de 68 mil euros que foi aprovada. Tive sorte. Finalizei este mês o processo de apoio de cerca de 50 mil euros para recuperação das estufas que foram destruídas”, congratulou-se, ele que, logo após os incêndios de 2017, onde antes existia um Olival, plantou 1,5 ha de framboesa. Mas em plena campanha, que era a primeira, veio uma noite de vendaval e por volta das 23h00 do dia 13 de Outubro o vento destruiu quase totalmente as estufas.

“Foi-se a colheita e tudo se desmoronou. Espero em 2022 ter finalmente a primeira colheita completa após a tempestade Leslie. A espectativa é alta, aguardando a produção de cerca de 20 toneladas de framboesa”, conta lembrando que aquelas plantações geram empregos. “Falamos de cerca de dez pessoas a trabalhar diariamente na exploração durante todo o ano o que é muito importante para a ocupação no nosso território que continua a ficar despovoado”, conta.

Nuno Tavares Pereira aponta também o dedo às seguradoras que se recusam a actuar nesta região, o que impede que haja uma redução dos prejuízos em caso de catástrofe. “Com essa tempestade, além de nunca ter recuperado o que perdi de produção e clientes do estrangeiro, também nunca consegui fazer seguro de colheita”, declarou. As seguradoras, segundo o produtor, “dizem sempre” que os dois concelhos “estão numa zona de alto risco e que por isso não cobrem”.

“Também continuamos a ser considerados produtores de territórios de baixa densidade e não de territórios de montanha, o que penaliza principalmente os agricultores destes dois concelhos no acesso a apoios e investimentos na agricultura e floresta”, rematou aquele responsável que pede outra atenção aos responsáveis governamentais.

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