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Turquia retém avião proveniente da China com ventiladores comprados por Espanha para o caso de precisarem deles

O governo espanhol está a desistir – pelo menos algumas semanas – de receber os ventiladores que algumas comunidades compraram à China e que permanecem bloqueados na Turquia, porque autoridades daquele país pretendem mantê-los para o caso de precisarem deles. A ministra das Relações Exteriores, Arancha González Laya, admitiu hoje em conferência de imprensa que este material “não vai sair agora” da Turquia. “Esse país impôs restrições à exportação de dispositivos médicos, motivada pela necessidade de suprimentos médicos”, argumentou às perguntas dos jornalistas.

Outras fontes do ministério asseguram que a embaixada espanhola está a esforçar-se para permitir a entrega deste material, mas até agora não foi possível. A Turquia já tinha enviado um embarque de 25 toneladas para a Espanha com máscaras, vestidos e gel desinfectante, enviado no âmbito da colaboração entre os países aliados da NATO. O avião chegou esta semana em Madrid, mas os ventiladores, no momento, não têm perspectiva chegada.

Pelo menos duas comunidades, Castilla-La Mancha e Navarra, aguardam os respiradores que estão retidos na Turquia, como anunciou o jornal EL PAÍS. Essas regiões estavam confiantes de que os esforços do Ministério das Relações Exteriores conseguiriam desbloquear a situação, mas agora foi a própria ministra quem confirmou que, no momento, o material não chegará.

Um porta-voz do governo de Castilla-La Mancha garante que eles compraram 150 respiradores há três semanas, através de um fornecedor espanhol. Pagaram três milhões de euros. O avião da China parou no aeroporto de Ancara e a Turquia os retém na alfândega há duas semanas, apesar de o Ministério das Relações Exteriores da Espanha ter solicitado que o país deixasse partir o avião como um vôo diplomático. Segundo esta fonte, na quarta-feira e na quinta-feira a Turquia garantiu que concordava em fazê-lo e que permitiria que o embarque partisse. “Esta tarde fomos informados de que eles tinham apreendido os ventiladores”, referiu.

Actualmente, Castilla-La Mancha tem cerca de 350 pacientes críticos em unidades cuidados intensivos e ligados a ventiladores e possuem uma reserva de 50 ventiladores, provenientes do Japão, de doações do BBVA e de material fornecido pelo Ministério da Saúde.

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