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Uma estrada num caos com a marcha lenta, uma plateia reduzida na manifestação pela defesa da saúde e melhores acessos a Oliveira do Hospital

_DCS0414 (Small)Junto ao centro de Saúde de Oliveira do Hospital alguns populares aguardavam pacientemente a chegada da marcha lenta pela EN 17 de luta por melhor saúde e a conclusão dos IC6 e IC7. Cerca de duas centenas de viaturas responderam ao apelo do autarca José Carlos Alexandrino, várias delas  pertencentes às juntas de freguesia do concelho e à autarquia. Junto à estrada a própria vereadora da Cultura, Graça Silva, tratava de colocar faixas negras nos carros que iam passando sem a devida identificação.

_DCS0406 (Small)A marcha partiu e demorou bem mais que a hora e meia prevista para concluir a volta. “ Com todos estes carros obviamente que se criaram dificuldades no trânsito, principalmente quando deram a volta, porque além, dos manifestantes existiam também os utentes normais que naquela hora são muitos, pois é a hora de saída das fábricas ”, explicou um dos participantes, sem esconder que esperava muito mais.

_DCS0412 (Small)Entre conversas de quem aguardava pela chegada dos manifestantes motorizados ninguém negava a justiça desta acção. Alguns manifestantes levantavam dúvidas quanto à data escolhida para esta fase em que o país já está quase em pré-campanha eleitoral. Havia quem defendesse que este era o momento ideal. Funcionava como um alerta do problema da saúde para o futuro governo e poderia ainda criar pontes de diálogo com os actuais governantes. Quase todos, porém, consideravam um erro o autarca ter misturado a luta por melhores condições de saúde com a construção de melhores vias de acesso.

E se a marcha lenta conseguiu criar alguns problemas na EN 17, somente duas centenas de pessoas ouviram os discursos dos promotores da iniciativa no final da marcha. Quando os discursos começaram, os serviços da autarquia e promotores distribuíram cartazes, pediram aos presentes para se concentrarem no largo junto ao centro de saúde. Mas nem isso foi suficiente para reunir a plateia pretendida. Os ouvintes, com muito boa vontade chegariam às duas centenas, apesar da iniciativa contar com o apoio do PS, CDS e CDU. Havia quem confessasse que esperavam muitos mais. Outros consideravam que a mensagem tinha passado. Que se tinha exibido uma verdadeira mostra de força._DCS0428 (Small)

“Como vê a própria faixa colocada em cima do palco diz participe na manifestação pela saúde, não faz referência aos acessos. Todos sabem que essa é quase uma impossibilidade seja qual for o Governo e a saúde é bem mais importante”, contava um popular ao CBS. “É uma injustiça? É. Mas o programa 2020 não contempla vias rodoviárias e não há dinheiro”, concluiu.

Aos microfones o animador de serviço não se cansava de gritar que existem 13 mil utentes sem médico de família no concelho ou que esta era uma acção pela dignidade de Oliveira do Hospital ou Oliveira do Hospital também é Portugal.

_DCS0424 (Small)Junto ao palco os cartazes, previamente distribuídos, continham frases de força, como “Saúde, um direito de todos”; “Oliveira do Hospital rejeita tanto abandono”, “O IC6 concluído é desenvolvimento” ou “Saúde e acessos dignos”. Estavam todos preparados para ouvir os promotores. Mas o parque, apesar de todo este movimento, estava efectivamente,  demasiado vazio para quem pretendia demonstrar uma verdadeira manifestação de força. “Acho que a mensagem de que esta é uma acção suprapartidária não passou, apesar dos esforços do nosso presidente. Teria sido melhor outra altura. E eu sou daqueles que estou na linha da frente por esta luta da saúde”, confessou um popular. “E é pena”, lamentou.

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