Home - Opinião - Vamos ver os Passadiços que não cai água no Açude da Ribeira!… Autor: João Dinis, Jano

Vamos ver os Passadiços que não cai água no Açude da Ribeira!… Autor: João Dinis, Jano

Já daqui enviámos uns “Bilhetes Postais” do Açude da Ribeira, situado no Rio Seia, a Sul de Ervedal da Beira.  E sim, é um bonito açude quando a cortina de água do Seia desaba em cascata do seu alto, o que acontece no Inverno e Primavera, portanto durante cinco ou seis meses por ano chuvoso.  Durante metade do ano, lá fica, despida de água, a alta, comprida e larga parede do Açude, aliás também ela uma bonita obra em alvenaria (granito) “dos bons tempos”.

Como é sabido, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, ou alguém por ela, resolveu instalar lá em frente uns Passadiços elevados supostamente para o Povo (desde logo os contribuintes…) ir admirar a queda de Água provocada pelo Açude em causa.  Porém, e tal como já se disse, a Água só cai desde o cimo do Açude em metade do ano…

O último contrato de adjudicação subscrito, com “nota propagandística”, por uma comitiva em representação do Município e da empresa adjudicatária, aconteceu lá mesmo, no Açude da Ribeira, a 8 de Novembro de 2021, portanto o ano passado, vai agora fazer um ano.  O prazo então contratado de conclusão da obra desses Passadiços foi de 120 dias = 4 meses, ou seja, a obra deveria estar concluída em Março deste ano mas não está, aliás ainda longe disso.  Está sim “em derrapagem” no tempo – estamos no final de Outubro o que já dá sete meses de atraso!   Ora, um tal atraso vai provavelmente implicar nova alteração de preço final e encarecer (bastante…) os mais de 400 mil euros contratados a 8 de Novembro – 2021.  É o (mau) costume com as obras municipais…

Vamos para o alto do Açude da Ribeira ver os Passadiços…

A sugestão surge também com o objectivo de se tirar algum proveito do dinheiro público gasto com estes Passadiços.  Ou seja, durante meio ano – enquanto a Água não cai lá do cimo – podemos ir tranquilamente até meio da parede do Açude donde se pode admirar o “serpentear” dos Passadiços tal como já por lá estão a desenhar-se em ferro meio “encurvado” assente em pilares de cimento a atravessar o Seia de uma margem para a outra.  Quando cai a Água, vamos ver o Açude desde os Passadiços…  Quando não cai a Água (como agora…), vamos ver os Passadiços desde a parede do Açude e, neste caso, até poderemos filmar outros e sermos por eles filmados ao mesmo tempo.  Enfim, ganham o “face” ou congénere…

De facto, esta obra dos Passadiços do Açude da Ribeira é um “capricho” pago pelo nosso dinheiro público – quase meio milhão de euros – mandado executar por quem dispôs do poder camarário e o utilizou desta forma muito discutível…

Da nossa parte, não se trata do bater no “preso por ter passadiços…preso por não ter passadiços”.  Desde cedo manifestámos posicionamentos distintivos na matéria.  Desde logo quanto às “derrapagens” sucessivas da obra até ao “triste” estado do Rio Seia – sujo e poluído.

Passadiços elevados mas no Vale do Mondego, à Penha da Póvoa e…

E sobretudo temos proposto como muito interessante a instalação de uns Passadiços elevados na zona do Vale do Mondego, pelo fundo da Penha da Póvoa – Vale de Ferro – Baloiço.

Isso sim!  E não será um mero “capricho” de alguém…  Será investir dinheiro público mas para tirar partido, e sem sair da Cordinha, das condições naturais de uma muito mais vasta e também bela zona, e durante todo o ano!

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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