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Vereador do PSD faz avaliação negativa do trabalho feito por executivo socialista em Oliveira do Hospital (Com vídeo)

Na contagem decrescente para o fim do mandato, o vereador do PSD não resitiu a apontar o dedo à atuação socialista em várias áreas. A discussão aqueceu em torno do encerramento do lar de idosos Sarah Beirão em Travanca de Lagos.

A penúltima reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital foi o momento escolhido pelo vereador do PSD para fazer o balanço do trabalho feito pela equipa socialista que em Novembro de 2009 assumiu os destinos da autarquia. Um balanço pouco favorável ao executivo em permanência que, ontem, ouviu de Mário Alves críticas à opção em torno do Centro Educativo de Nogueira do Cravo – o vereador considerou tratar-se de um “elefante branco” – bem como ao impasse em torno do Centro de Interpretação das Ruínas Romanas da Bobadela, requalificação do centro histórico de Lourosa, novas instalações da ESTGOH e entre outros o encerramento do lar de idosos Sarah Beirão, em Travanca de Lagos. E foi exatamente neste último ponto que a discussão incendiou entre o eleito social democrata e o presidente e vice-presidente da Câmara, com o primeiro a fazer recair sobre os socialistas a responsabilidade pelo encerramento e os segundos a recusarem a acusação.

lar“O senhor é que fechou o lar, é que nada fez e até gerou uma associação na freguesia, foi lá enganar toda a gente e mandou fazer um projeto que agora está a pagar”, afirmou ontem Mário Alves que disse não compreender o motivo pelo qual a Câmara não procedeu à requalificação do lar e assim evitar o seu encerramento. “Já não aprovaram aqui vários subsídios destinados à construção de lares?”, chegou a questionar Mário Alves, notando que o município também deveria ter seguido aquele princípio para com um lar de que é proprietário.

Uma imposição de responsabilidades que no imediato o executivo socialista rejeitou. “Hoje o único responsável pelo fecho do lar é o senhor”, afirmou José Carlos Alexandrino, recordando que a ordem de encerramento do lar que, como referiu estava a beneficiar de subsídio “ilegal” da Segurança Social e funcionava com oito utentes e 12 funcionários, partiu do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, na sequência de inspeção efetuada no lar. “Comprovou-se a falta de condições”, continuou o presidente da Câmara, explicando que na sequência daquela imposição da Segurança Social – a ordem de encerramento data de dezembro de 2010 – foi dado encaminhamento aos oito utentes para o lar de idosos de Avô e procedeu-se à constituição de uma IPSS e à elaboração de um pojeto de requalificação do lar que não teve andamento devido à falta de financiamento comunitário.

“Quem fechou o lar foi a Segurança Social por causa do incumprimento de regras básicas de higiene e segurança e que já não eram de agora”, afirmou também o vice-presidente da Câmara Municipal que recuou ao mandato em que foi vereador da oposição para lembrar a Mário Alves – era na altura presidente da Câmara – que o próprio tinha dito que “se fosse lá uma fiscalização fechariam o lar”. “Agora, o senhor está a distorcer”, acusou José Francisco Rolo lembrando ainda a Mário Alves que após a elaboração do projeto de requalificação, o presidente José Carlos Alexandrino expôs o caso em reunião de Câmara e revelou que o investimento previsto era de 1,2 milhões de Euros. “Na altura o senhor disse que por aquele valor a Câmara não conseguia fazer a obra”, recordou José Francisco Rolo que ontem questionou Alves sobre a possibilidade de o município disponibilizar 1,5 ou 1,8 milhões de euros para pagar as obras. “Você que até foi gestor, acha que a Câmara na ausência de financiamento comunitário tinha condições para suportar a obra?” questionou.

“Mudou infelizmente para pior”

Ao olhar crítico de Mário Alves não escapou ainda a recente declaração saída do seio do executivo. “Disse que o concelho mudou nos últimos quatro anos. Em quê?”, questionou o vereador da oposição que sem assistir ao aparecimento de novas empresas, diminuição do desemprego e aumento dos cursos superiores e profissionais, verificou que a mudança se resume a “menos riqueza, mais despesismo, facilitismo, mais subsidio dependência e sobretudo mais festa”. “Mudou infelizmente para pior”, constatou Mário Alves que, do mesmo modo, criticou a preocupação do executivo em criar uma imagem de marca para Oliveira do Hospital fundamentada nos eventos. “Acho que nos devemos deixar de banalidades” referiu Mário Alves, notando que a imagem de marca deve antes passar pelo “ciclo produtivo, as empresas e as gentes de Oliveira do Hospital”.

Apelando à “honestidade” de Alves na hora de fazer política, José Carlos Alexandrino lembrou ao vereador que os tempos mudaram e que “seria de loucos se continuássemos com as mesmas opções”. “As coisas alteraram-se”, referiu o presidente, notando que também o país padece dos mesmos males concelhios.

Para além de avaliar a gestão socialista, o social democrata apreciou a sua própria prestação. “Ao longo de quatro anos procurei fazer política pela positiva, procurei influenciar, mudar e ajudar a que fossem alterados caminhos que na minha visão eram errados. Participei ativamente dando o melhor de mim a favor dos oliveirenses”, afirmou Mário Alves que garante “sair de consciência tranquila por tudo ter feito por Oliveira do Hospital”

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