Home - Opinião - Vereadora Municipal da Cultura instila «ódios de estimação» em iniciativa de futuros Confrades de uma Confraria em formação. Autor: Carlos Martelo

Vereadora Municipal da Cultura instila «ódios de estimação» em iniciativa de futuros Confrades de uma Confraria em formação. Autor: Carlos Martelo

Ao que é sabido, anda em formação a futura Confraria dos «Arguinas e Carpinteiros» com base geográfica em cinco Freguesias do nosso Concelho em que as profissões consagradas na designação ainda hoje são importantes. Destaque até para os «Arguinas», homens que trabalhavam (e dominavam…) a pedra, em geral os «pedreiros» de profissão, os quais, para além da sua função mais prática, potenciaram a sua própria dimensão cultural pois construíram e praticaram um «dialecto» (reportório linguístico específico) hoje mais amplamente divulgado.  Também se sabe que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tem dado apoio à formação desta Confraria.

Entretanto, uma das Juntas de Freguesia (de uma «União de Freguesias») mais envolvidas entendeu promover uma «sessão de esclarecimento» para divulgar a futura Confraria e editou um «cartaz» muito simples que publicou nos seus meios próprios (no «face») de comunicação com o público.  Portanto, tratou de realizar uma «sessão de esclarecimento» pública com cabimento, claro, também para a comunicação social mais interessada.  Aliás, uma «sessão» muito valorizada pela participação de um grande especialista, já com vasta obra publicada, na temática dos «Arguinas».  Portanto, havia um atractivo especial.

Nós não fomos testemunhas directas dos acontecimentos mas soubemos do essencial. Então, na data e hora indicadas, os participantes na dita «sessão de esclarecimento» tiveram a consideração de esperar pela chegada da Vereadora Municipal da Cultura que era suposto vir participar a convite da organização.   Ei-la que aparece, um pouco à pressa que vinha atrasada.  Mas, ao aperceber-se que estava na sala um jornalista de um órgão da comunicação social há décadas sediado em Oliveira do Hospital – e hoje malquisto e discriminado pelo poder municipal maioritário (PS) – resolveu intervir para obstar a essa presença pois, entendia ela, aquela «sessão» deveria decorrer à porta fechada… E pelo meio da sua clara precipitação, não deixou mesmo de criticar – ao estilo de (mau) «processo de intenções» – o Presidente da Junta de Freguesia promotora, o que só pode ter acontecido sob a influência de algum «ódio de estimação» (passe algum exagero de retórica) por esse Presidente de Junta não ter sido eleito pelo partido maioritário na Câmara…

De seguida, quase furiosa, saiu da sala e foi-se embora perante a estupefacção geral !

Órgão da Comunicação Social visado em altercação da Vereadora

É hoje discriminado por, hoje , ser independente em relação ao Poder Autárquico PS !

Porém, alguns anos atrás, era o «melhor» órgão da comunicação social (jornal) quando o PS era «oposição» local ao PSD e ao Presidente da respectiva maioria na Câmara Municipal…  Aliás, esse jornal deu mesmo um contributo muito assinalável para a derrota autárquica «fatal» do PSD em 2009 e para a vitória do PS e seus eleitos.  E a tal ponto assim é que, de há anos a esta parte, o então director e, de longe, o principal jornalista do mesmo jornal à época, está em cargo (remunerado) da confiança política das várias maiorias do PS na Câmara…

Trata-se, pois, de um caso de discriminação política e partidária inadmissível e que também ofende o direito democrático a informar e a ser informado.  É caso flagrante de uma continuada «vendeta» («vindicare») sobre o órgão da comunicação social em causa por este se recusar a ser uma espécie de «voz do dono» que fale pelo regime partidário dominante no Município e o propagandeie de forma servil.

Quanto ao comportamento, tão inusitado como incorrecto, da parte da Vereadora Municipal da Cultura ao abandonar a «sessão de esclarecimento», isso legitima até que se possa dizer que a Senhora revela uma gritante falta de cultura democrática !  Ou, mais prosaicamente, que padece daquilo que se chama de «má educação»…

«Aquecimento» para as vigarices ainda em torno dos dinheiros da «pré-bazuca»

Envolvem muitos «artistas» mas ainda «apenas» uns três milhões de euros !…

 A notícia correu na comunicação social e dá conta de uma provável fraude, em rede, com muitos  «artistas» envolvidos (37 já arguidos) mas ainda para apenas cerca de três milhões de euros já absorvidos a partir de umas «invenções» fraudulentas no âmbito de dinheiros provenientes da chamada «pré-bazuca».  Afinal, uma «bagatela» considerando as grandes verbas já mobilizadas e outros casos de maior e ainda mais escandaloso impacto!

Se não se tratasse de ficar a arder o dinheiro público que também sai dos nossos impostos e até diríamos umas piadas para nos rirmos a pretexto.  Mas, já agora, permitam-me soltar a (triste…) ironia :

– Ao que nos é dito, trata-se ainda e «só» de verbas alocadas (reservadas) à chamada «pré-bazuca» – portanto ao pré-PRR, Plano de Recuperação e Resiliência o qual vai dispor de alguns milhares de milhões de euros… Quer dizer, trata-se de um simples embora elaborado «aquecimento» para o grande jogo a envolver os vários milhares de milhões do PRR «lui-même» (ele próprio)… Por assim dizermos, é um «campeonato» para os principiantes…

– Consta até que foi uma espécie de «acção de formação» em vigarices financeiras, o processo que montaram e que terá corrido menos bem com alguns dos «formandos» (insatisfeitos…) a chibarem e a alertarem as autoridades…

– Os «craques» da alta competição financeira – que quase sempre jogam com «cartas» marcadas ou com «cartas» na manga – esses estão já na corrida mas para abocanhar as dezenas e as centenas de milhão de euros da «gorda» lotaria do PRR.   Para esses «grandes artistas», são meros «peenuts» (amendoins) as verbas deste «jogo» (os 3 milhões…) agora em análise judicial…

– E, para já, como os prováveis prevaricadores em causa terão «desviado» pouco dinheiro (relativamente…), correm mesmo o risco de irem parar à pildra, pelo menos alguns deles…

–  Consta ainda que…de Itália…de Chicago…de Macau e Hong Kong… e etc,… chegam voos, de primeira classe, com centenas de interessados «estudiosos» destes «fenómenos» sociais e financeiros.  Para por aqui «estudarem» e aprenderem com os nossos «artistas», aliás cada vez mais credenciados no mister da vigarice dita de «colarinho branco».   Quanto mais não seja, para aprenderem a ser um pouco mais «competentes» do que foi esta nossa rapaziada…com o objectivo de não se deixarem apanhar com «a mão na massa» (e qualquer que seja a moeda)…

Carlos Martelo

 

 

Autor: Carlos Martelo

 

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