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Vereadores sociais-democratas abandonam reunião e acusam José Francisco Rolo “de incompetência e atitudes antidemocráticas”

Os vereadores da coligação PSD/CDS-PP abandonaram ontem a reunião do executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital liderada pelo socialista José Francisco Rolo. Os sociais democratas justificaram a atitude com um “acto de protesto pela forma antidemocrática e pela total incompetência revelada pelo presidente da Câmara Municipal na condução dos trabalhos das reuniões”. E acusam o PS de “incentivar a contratação, por vias demasiado imaginativas e até estranhas à lei e às boas práticas administrativas, de pessoas próximas do aparelho partidário, como tem acontecido nos últimos anos”.

“Em abono da verdade, também afirmamos que o acto de abandonar a reunião não foi uma reacção isolada e circunscrita aos assuntos em debate no dia de hoje [ontem] (ainda nos encontrávamos no período de antes da ordem do dia), mas a consequência de uma atitude reiterada de obstrução ao trabalho dos elementos eleitos pela Coligação ‘Unidos para Construir o Futuro’, aliás repetida também nas sessões da Assembleia Municipal e a que não podemos continuar a ficar indiferentes”, frisou.

O social-democrata Rui Fernandes, que esteve no centro da polémica, juntamente com dois vereadores socialistas, acusou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital de ter por hábito “fazer sempre um último comentário e encerrar o ponto em discussão”. “Apesar de terem tecido considerações ao que eu disse, já não me permitiam falar, o que não é correcto, nem democrático. Se não me deixam falar, não estou a fazer nada na reunião e acabei por me ausentar”, evidenciou.

“[O PSOH incentiva] a contratação, por vias demasiado imaginativas e até estranhas à lei e às boas práticas administrativas, de pessoas próximas do aparelho partidário, como tem acontecido nos últimos anos”.

De acordo com Rui Fernandes, o regimento indica que ao ser interpelado por algo que disse, tem direito a responder e ao contraditório. “Se não me deixa falar, está-me a retirar os direitos que tenho e a conduzir mal a reunião. Abandonei a reunião e os meus dois colegas foram solidários e abandonaram também”, acrescentou.

Perante a reacção do Partido Socialista, os sociais-democratas aconselham aquela força política a acompanhar de  perto “o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela maioria socialista no Executivo Municipal, num mandato ainda tão curto mas já tão cheio de problemas e casos, como sejam o arrastar das obras de ‘Santa Engrácia’ que nunca mais acabam e cada vez estão a ficar mais dispendiosas para o erário público”. E aponta, “como as mais evidentes a Casa da Cultura, Zona Industrial, Açude da Ribeira em Ervedal da Beira, Zona Histórica”. E recomendam aos socialistas que se “preocupem em corrigir os já mais do que evidentes problemas de coesão interna da própria maioria socialista do Executivo Municipal”, ou que se preocupem “em exigir aos seus eleitos uma gestão eficaz e eficiente dos recursos públicos, em vez de continuar a incentivar a contratação, por vias demasiado imaginativas e até estranhas à lei e às boas práticas administrativas, de pessoas próximas do aparelho partidário, como tem acontecido nos últimos anos”.

“Tentaram reescrever, de forma habilidosa, o que são os factos”.

Já o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, por seu lado, referiu que os vereadores do PSD decidiram retirar-se da reunião, “ao ser resposta a ordem”, depois de “tentaram reescrever, de forma habilidosa, o que são os factos”.  “No tempo de Governo do PSD houve a extinção de um conjunto de agrupamentos e criado um mega agrupamento em Oliveira do Hospital, com três mil alunos. Os eleitos do PSD não querem reconhecer estes factos e evidências, mas a responsabilidade de criação do mega agrupamento é do Governo do PSD de então, liderado por Passos Coelho”, referiu.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital frisou que não vai permitir que se desrespeitem as regras democráticas de funcionamento da autarquia e prometeu fazer cumprir o regimento. “Os assuntos devem ser discutidos com clareza, transparência e posições claras e não com a estratégia da oposição, que é de gerar a confusão no debate, com interrupções sucessivas. Vou continuar a conduzir os trabalhos com serenidade, com cada um a usar a palavra na sua vez, cumprindo o regimento e evitando que haja atropelos nas posições, para que os cidadãos tenham da política uma imagem positiva”, sustentou.

 

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