Home - Últimas -  Violador de idosa internada na Fundação Sarah Beirão em Tábua condenado a seis anos de prisão     

 Violador de idosa internada na Fundação Sarah Beirão em Tábua condenado a seis anos de prisão     

O homem acusado de ter abusado sexualmente de uma idosa de 88 anos internada na Fundação Sarah Beirão, no concelho de Tábua, foi condenado a seis anos e seis meses de prisão. Os juízes do Tribunal de Coimbra julgaram a acusação pública do MP parcialmente provada, condenando António José Lopes Silvestre como autor material de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, absolvendo o arguido de um outro crime de abuso sexual de forma consumada pelo qual vinha igualmente acusado.

António Silvestre vai cumprir a pena no Estabelecimento Prisional de Aveiro e terá ainda de pagar 15 mil euros de indemnização à vítima.

Pode dizer-se que a justiça julgou este caso de forma célere. Foi mantido em grande segredo, dado envolver uma das mais prestigiadas instituições sociais do concelho, mas acabaria por ser revelado em primeira mão pelo nosso jornal. Em Julho do ano passado, uma idosa com mais de oitenta anos, com a doença de Alzheimer, foi sexualmente abusada no interior das instalações da Fundação, deixando o abusador vestígios de sémen na cama e no vestuário da senhora. António Silvestre, autor confesso do crime, era um outro utente do lar, com cerca de 50 anos, natural da União de Freguesias de Ázere e Covelo, e a alegada violação ocorreu durante a noite, quando a senhora estava sedada.

Segundo revelou uma fonte ligada ao processo ao nosso jornal, as auxiliares há muito que tinham alertado os seus superiores que o indivíduo costumava rondar os quartos das mulheres que ali se encontram internadas, usando apenas umas cuecas e meias, mas, pelos vistos, esses avisos cautelares não foram levados em linha de conta.

A audição das testemunhas desdobrou-se por Tábua e Coimbra: auxiliares da Fundação convocadas decidiram prestar o seu depoimento presencialmente no Palácio da Justiça da capital de distrito, enquanto as restantes funcionárias com cargos superiores foram ouvidas na vila, através do sistema de videoconferência.

Segundo nos foi revelado, a família da senhora esperava pela leitura desta sentença para poder avançar com um processo paralelo contra a própria Fundação visando o pedido de uma indemnização, pelo facto da mesma não ter acautelado a segurança de uma utente, fragilizada e incapaz, que estava ali internada à sua guarda.

 

Fonte: OTabuense

LEIA TAMBÉM

IP3

Sonho da duplicação do IP3 continua a ser alimentado por consulta publica que decorre até Julho

O Estudo de Impacte Ambiental da duplicação e requalificação do IP3 entre o nó de …

Universidade da Beira Interior investiga formas de melhorar produção de mirtilo

A Universidade da Beira Interior (UBI) está a desenvolver um estudo que pretende melhorar a …